E não estou falando da competição do evento-teste olímpico, que está morninha, morninha, com a particição de poucos atletas da elite da natação. Estou falando mesmo da temperatura do local.
A polonesa Otylia Jedrzejczak, atual campeã olímpica dos 200m borboleta, reclamou muito da temperatura no recinto e da água. "Está muito quente aqui. Faz muito calor na piscina e nos vestiários a temperatura também está muito alta. É tudo quente demais", reclamou.
Bom, estamos em um evento-teste. Como o nome diz, é para corrigir erros mesmo. Então, os chineses já sabem o que fazer: aumentar a potência desse ar condicionado aí.
Mas que foi uma estréia ruim, isso foi.
Não só para o Cubo D'água, mas também para o brasileiro Lucas Salatta, que ficou nas eliminatórias dos 200m livre com o pífio tempo de 1min56s44. Para se ter uma idéia, com essa marca Lucas quase nem subiria ao pódio da prova FEMININA no Mundial de Melbourne.
Lucas é importante pois é um dos integrantes do revezamento brasileiro 4x200m livre. No Pan ele nadou a parcial do reveza para 1min47s6. Obviamente que ele não nadará para 1min56s nas Olimpíadas, mas o tempo foi muito ruim mesmo.
Tão ruim que até a CBDA anunciou em nota que o nadador voltará ao Brasil, pois seus treinos não surtiram efeito para essa competição do evento-teste.
Flávia Delaroli ficou na oitava colocação das eliminatórias dos 100m livre, com o tempo apenas regular de 57s23. Mas ela largou a decisão para se poupar visando os 50m livre.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Brasil pega pedreira no basquete
A chave do Brasil no Pré-Olimpico de basquete masculino não será fácil. A equipe do treinador espanhol Moncho Monsalve terá pela frente no Grupo A a anfitriã Grécia e o Líbano.
A primeira partida dos brasileiros será contra os libaneses e não deve ser difícil. O problema vem no jogo contra os gregos, atuais vice-campeões mundiais.
Os dois primeiros de cada grupo se classificam para as quartas-de-final. Apenas três times garatirão vaga em Pequim. Ou seja, irá para a China os finalistas do torneio e o vencedor do confronto pelo terceiro lugar.
O Brasil deve passar para as quartas, quando enfrentará provavelmente Alemanha ou Nova Zelândia. Esse jogo será o crítico. Caso perca, nosso time ficará de fora dos Jogos pela terceira vez consecutiva.
Muito polêmica, a contratação de Moncho Monsalve foi um acerto na minha visão. Vários treinadores brasileiros de ponta tentaram fazer esse time decolar, mas nenhum conseguiu. Mudar é sempre bom quando as coisas não vão bem. Pode ser que a mudança seja um tiro n'água, mas pelo menos foi tentado algo diferente.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Coréia do Sul garante vagas no hand
Tanto a seleção masculina quanto a feminina de handebol da Coréia do Sul faturaram vaga para as Olimpíadas de Pequim ao vencerem os Pré-Olímpicos da Ásia.
A partida que definiu a vaga no masculino terminou com Coréia 28 x 25 Japão. O fato chato é na verdade era um Pós-pré-Olímpico. Explico: a competição classificatória original foi disputada no ano passado e vencida por Cazaquistão (feminino) e Kuweit (masculino). Entretanto, essas competições foram anuladas por suspeitas de favorecimento na arbitragem.
Na segunda edição do torneio, apenas Coréia do Sul e Japão decidiram participar, o que mancha um pouco o processo de classificação dessas seleções para os Jogos.
A partida que definiu a vaga no masculino terminou com Coréia 28 x 25 Japão. O fato chato é na verdade era um Pós-pré-Olímpico. Explico: a competição classificatória original foi disputada no ano passado e vencida por Cazaquistão (feminino) e Kuweit (masculino). Entretanto, essas competições foram anuladas por suspeitas de favorecimento na arbitragem.
Na segunda edição do torneio, apenas Coréia do Sul e Japão decidiram participar, o que mancha um pouco o processo de classificação dessas seleções para os Jogos.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Powell treinando os 400m rasos

O recordista mundial dos 100m rasos, o jamaicano Asafa Powell, está disputando provas de 400m, que não se adaptam ao seu estilo. Obviamente, ele não pretende concorrer a essa medalha em Pequim.
O fato de disputar provas de 400m pode o ajudar mais nos 200m e no revezamento 4x100m livre da Jamaica, que deve ameaçar o favoritismo norte-americano na China.
No sábado, Powell correu a prova no Meeting de Kingston. Ele ficou em 12º, com 48s76, um tempo bem fraco para a distância. Mas ninguém realmente espera de um velocista um tempaço nos 400m rasos.
O vencedor da prova foi o também jamaicano Usian Bolt, que marcou 46s94. Powell está visando um tempo na casa de 45s na prova, mas sabe que precisa acertar a estratégia.
"Eu comecei um pouco forte demais e estava tentando ser rápido nos últimos 100m, mas eu não estava forte o suficiente", assumiu Powell.
O que Asafa precisa mesmo é acabar com sua fama de amarelão. Em Atenas-2004 e no Mundial de Osaka, no ano passado, ele não confirmou seu favoritismo nos 100m e foi surpreendido por Justin Gatlin (posteriormente suspenso por doping) e Tyson Gay, respectivamente. Ambos são dos EUA.
Mais um doping na natação brasileira!

Depois de Renata Burgos e Rebeca Gusmão, a natação brasileira registra seu terceiro doping em um ano: Rogério Decat Karfulkenstein.
O peitista, terceiro colocado no 50m peito no Troféu Open de dezembro, testou positivo para estanozolol, um esteróide anabolizante sintético. O nadador assumiu a ingestão, não solicitou a contraprova e pediu sua retirada do esporte.
Vocês me perguntariam: mas quem é esse cara com nome de monstro? Qual é a representatividade dele? Rogério é um peitista conhecido no meio da natação. Nunca foi top nas águas brasileiras, mas frequentemente estava nas finais dos campeonatos brasileiros absolutos.
Mas o perigo não é esse. Uma nação pode ser excluída da natação nos Jogos Olímpicos caso tenha quatro atletas dopados em um só ano. Caracterizaria problemas para a CBDA. Tivemos três dopados em 2007. A situação é preocupante: três dopings mostram um fato alarmante que não deve ser visto apenas como descuido dos atletas.
Craig Lord, o jornalista mais respeitado do mundo quando o assunto é natação, classificou o caso de Rebeca como o escândalo do ano.
As piscinas brasileiras estão ficando turvas de tanta sujeira.
Folia boa é ganhar ouro em Pequim

Muita gente gosta de pular Carnaval. Não é muito o meu caso, mas admiro quem deixa a folia de lado por um objetivo maior.
Juliana e Larissa, a melhor dupla de vôlei de praia do mundo atualmente, não pulará Carnaval neste ano para se dedicar aos treinos visando os jogos de Pequim.
"Este ano, o nosso centro de treinamento, na Sapiranga, será nosso camarote de Carnaval", brinca Juliana. "Precisamos de muita concentração e muitos treinos, físicos e táticos, porque a disputa pelas vagas olímpicas está acirrada. A temporada será muito desgastante, não há tempo a perder."
Quem quer, vai atrás! Seria legal se todos os nossos esportistas pensassem assim...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Salatta e companhia no Cubo D'água nesta semana

Flávia Delaroli, Lucas Salatta, Nicholas Santos e Henrique Barbosa foram os nadadores brasileiros com índice olímpico que decidiram participar do evento-teste para os Jogos Olímpicos de Pequim, nesta semana.
O torneio começará no dia 31 e marcará a inauguração do Cuba D'água, como é chamado o parque aquático onde serão disputadas as provas de natação em Pequim.
Ponto importante
A seleção brasileira participou do evento-teste de Atenas em 2004, mas ele foi disputado quatro meses antes das Olimpíadas, e não oito, como agora.
Thiago Pereira participou do evento-teste de Atenas e marcou 1min59s48 nos 200m medley, recorde sul-americano que permaneceu até o começo do ano passado, quando ele fez 1min59s19 no Grand Prix de Missouri, nos EUA.
Notamos aqui então uma maturidade de Thiago. O momento não é de competição, o momento é de treinar forte para os Jogos. Tanto que César Cielo e Kaio Márcio também não vão ao torneio, nem os EUA, nem os grandes nomes do mundo.
Boa, Thiago!
A alegria de uma vaga olímpica
A seleção argelina de vôlei feminino garantiu vaga para as Olimpíadas de Pequim neste fim de semana, após ganhar o Pré-Olímpico Africano.
Óbvio que elas não têm chance alguma em Pequim. Mas eu fico imaginando a alegria dessas garotas. Um país paupérrimo levando 12 felizardas para o glamour de uma Vila Olímpica. Devem estar entre as 12 pessoas mais felizes do mundo atualmente.
Vida longa a vocês, meninas!
Óbvio que elas não têm chance alguma em Pequim. Mas eu fico imaginando a alegria dessas garotas. Um país paupérrimo levando 12 felizardas para o glamour de uma Vila Olímpica. Devem estar entre as 12 pessoas mais felizes do mundo atualmente.
Vida longa a vocês, meninas!
Thorpe não acredita em oito ouros de Phelps. Nós concordamos

Nesta segunda-feira, o australiano Ian Thorpe, aposentado em 2006, minimizou as chances de o norte-americano Michael Phelps conquistar os tão sonhados oito ouros olímpicos na natação em Pequim. Nós concordamos com ele, e vamos dizer por que.
"Desejo o melhor para ele, mas não creio que ele ganhe as oito medalhas de ouro. Se conseguir, será um resultado extraordinário e jamais visto", afirmou o torpedo, que já faturou cinco ouros olímpicos.
Vamos analisar as provas de Phelps para dizer por que eu concordo com o Thorpe.
200m livre - Tem adversários fortes, mas não à sua altura: ouro
200m medley - Tem advsersários fortes, mas a derrota seria uma grande zebra: ouro
400m medley - Tem poucos adversários: ouro
200m borboleta - Não tem adversários: ouro
4x100m medley - EUA não têm adversários: ouro
4x200m livre - EUA têm poucos adversários: ouro
Agora vêm os problemas:
100m borboleta - tem um advsersário fortíssimo. Ian Crocker tem um recorde pessoal de 50s40, contra 50s77 de Phelps. Se nadar o seu melhor, Crocker leva a prova.
4x100m livre - Os EUA são favoritos, mas França, África do Sul e Itália vêm fortes. Não tem ouro garantido.
Assim, acho que ele não consegue oito ouros. Creio que sete ouros seja muito possível, mas oito, bem difícil.
Lembrando que o recorde de medalhas é de Mark Spitz, que faturou sete ouros em Munique-1972.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Steven Hooker supera os 6m no salto com vara
Pintou um grande nome para o salto com vara masculino nas Olimpíadas de Pequim. É o australiano Steve Hooker, que marcou 6m neste domingo em uma competição em Perth, no oeste australiano.
O salto é o melhor do mundo neste ano. Mas não minimizem essa performance por ser apenas janeiro. No ano passado, o primeiro do ranking foi o norte-americano Brad Walker, com 5,95m.
O recorde mundial pertence ao ucraniano Sergey Bubka, que saltou 6,14m em 1994.
O salto é o melhor do mundo neste ano. Mas não minimizem essa performance por ser apenas janeiro. No ano passado, o primeiro do ranking foi o norte-americano Brad Walker, com 5,95m.
O recorde mundial pertence ao ucraniano Sergey Bubka, que saltou 6,14m em 1994.
A coisa anda feia no tênis brasileiro
Enquanto o mundo comemora a vitória de Novak Djokovic no Aberto do Austrália, um post sobre badminton me levantou uma questão preocupante sobre o tênis nacional.
Analisando os rankings de esportes praticados com raquetes, vemos que, no tênis, o melhor brasileiro é Marcos Daniel, com o 106º posto. No tênis de mesa, temos Tiago Monteiro em 83º, enquanto que o badminton apresenta Guilherme Pardo em 147º.
A questão preocupante é: dois esportes com muito menos tradição que o tênis no Brasil estão com ranqueados próximos ao melhor tenista brasileiro. No tênis de mesa, inclusive, o ranking do esportista é melhor.
Se o melhor tenista brasileiro tem ranking parecidíssmo com o melhor atleta de badminton, apenas dez anos e meio depois da primeira conquista de Guga em Roland Garros, quer dizer que o momento é ruim mesmo.
Como esses caras conseguiram não aproveitar a febre Guga, eu não sei.
Analisando os rankings de esportes praticados com raquetes, vemos que, no tênis, o melhor brasileiro é Marcos Daniel, com o 106º posto. No tênis de mesa, temos Tiago Monteiro em 83º, enquanto que o badminton apresenta Guilherme Pardo em 147º.
A questão preocupante é: dois esportes com muito menos tradição que o tênis no Brasil estão com ranqueados próximos ao melhor tenista brasileiro. No tênis de mesa, inclusive, o ranking do esportista é melhor.
Se o melhor tenista brasileiro tem ranking parecidíssmo com o melhor atleta de badminton, apenas dez anos e meio depois da primeira conquista de Guga em Roland Garros, quer dizer que o momento é ruim mesmo.
Como esses caras conseguiram não aproveitar a febre Guga, eu não sei.
Badminton: as chances do Brasil
Continuando a sequência de análises sobre as chances do Brasil em Pequim, encontramos o badminton, esporte muito praticafo no leste e sudeste asiáticos e cujas chances do Brasil são nulas.
A medalha nem está nos planos de Guilherme Pardo, o melhor jogador do país na modalidade. Ele ainda tenta obter a vaga para Pequim. Se conseguir esse feito, será o primeiro do esporte a representar a camisa verde-amarela em Jogos Olímpicos.
Essa estrada, entretanto, não é nada fácil. Para obter a classificação pelo ranking mundial, Guilherme disputará várias competições pela Europa neste primeiro semestre. Ele tentará boas apresentações para subir no ranking e assegurar seu espaço na China.
Segundo o site da Confederação Internacional dae Badminton, Pardo é o atual 147º do mundo. Vamos ficar na torcida para que esse brasileiro, que foi bronze nas duplas nos Jogos Pan-americanos de 2007, consiga o feito histórico de se classificar.
Enquanto isso, esperamos que o esporte ganhe em praticantes e estrutura. Lembro que conheci o badminton quando comecei a treiná-lo no colégio por volta de 1994.
O esporte surgiu como uma novidade e muitos alunos foram treinar. Organizamos até um ranking oficial dos alunos e campeonatos internos com boa participação.
Entretanto, o professor resolveu deixar de dar aulas no colégio para se dedicar a outras atividades. Assim, a equipe, que já contava com cerca de 40 jogadores, dissipou-se.
Esse exemplo é uma prova de que é possível deixar a modalidade maior por aqui. Precisamos apenas de mais profissionais acreditando que o badminton pode dar certo. Um brasileiro em uma Olimpíada ajudaria bastante também.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Linha dura contra o doping

Campeã e vice-campeã dos 100m rasos em Sydney-2000: dopadas. Campeão dos 200m rasos em Sydney: dopado. Campeão dos 100m rasos em Atenas-2004: dopado.
Infelizmente não acontece só no atletismo. O doping se sofistica e não está sendo fácil combater esse mal. Para limpar um pouco os Jogos Olímpicos dessa trapaça, a organização de Pequim-2008 promete não dar moleza aos atletas durante as competições.
"Para aqueles que querem trapacear, as chances de serem pegos estão maiores do que nunca", disse à BBC o novo chefe da Wada (Agência Mundial Antidoping). "Os testes serão mais significativos do que em qualquer outra Olimpíada já realizada."
Apesar de todo esse discurso, não vou me iludir. Os Jogos não serão totalmente limpos e teremos, sim, escândalos como os de Marion Jones, Justin Gatlin (foto), entre outros.
Sou um cético. Não acho que conseguiremos um dia erradicar essa prática do esporte de alto rendimento.
O que Sharapova tem?

O que essa menina tem? Como ela consegue conciliar todo o glamour de ser um símbolo sexual do esporte e ainda conquistar torneios extremamente importantes? Essas são duas perguntas que ficaram no ar neste sábado, após ela faturar o Aberto da Austrália com vitória sobre a sérvia Ana Ivanovic por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3.
Os anos 90 viram a ascensão rápida de garotas-modelo no tênis, como a também russa Anna Kournikova. Mas há tempos não se via uma bela jogadora se sustentar pela sua capacidade e não pelos seus atributos estéticos.
Sharapova fez história ao dar um "pneu" na belga Justine Henin durante o torneio e finalizou uma campanha impecável com uma vitória convincente na final. Parabéns, Maria!
Ótimos ventos na Vela
Sábado muito positivo para a vela brasileira. Fábio Pillar e Samuel Albrecht conquistaram a vaga olímpica na classe 470 ao vencerem a única regata do dia Mundial, que está sendo disputado em Port Philip, na Austrália.
Com o resultado, eles finalizaram essa etapa do torneio na 16ª colocação e se classificaram para a série ouro, garantindo também a vaga olímpica.
Além dessa vitória, Robert Scheidt e Bruno Prada triunfaram na única regata do dia no Campeonato do 7º Distrito da classe Star, na Baía de Guanabara.
Com o resultado, eles finalizaram essa etapa do torneio na 16ª colocação e se classificaram para a série ouro, garantindo também a vaga olímpica.
Além dessa vitória, Robert Scheidt e Bruno Prada triunfaram na única regata do dia no Campeonato do 7º Distrito da classe Star, na Baía de Guanabara.
Poliana, Ana Marcela, Allan e Marcelo nas maratonas aquáticas

Os quatro brasileiros que tentarão vaga nas Olimpíadas para as provas de maratonas aquáticas já estão definidos. Serão os mesmos nomes que disputaram o Pan 2007: Poliana Okimoto, Ana Marcela Cunha, Allan do Carmo e Marcelo Romanelli.
Eles garantiram o direito de disputar uma vaga em Pequim após seus desempenhos na Travessia Internacional de Santos, primeira prova do ano do circuito da Fina (Federação Internacional de Natação).
Na prova feminina de 10km, vencida pela russa Larissa Ilchenko, Ana Marcela ficou na quinta posição, enquanto Poliana foi a nona. Entre os homens, Allan foi o terceiro e Marcelo, o 12º. A disputa foi vencida pelo italiano Valério Cleri.
Para garantirem vaga olímpica, entretanto, os brasileiros terão de ficar entre os 10 primeiros colocados no Mundial de Sevilha, em maio. Caso não consigam essa classificação, eles tentarão a vaga com base em critérios continentais.
Fato interessante Blog Olímpico:
O fato interessante aqui é Ana Marcela ter chegado à frente de Poliana, que já foi vice-campeã mundial da prova de 10km. Ana é uma adolescente de apenas 15 anos e já disputa em pé de igualdade com as grandes da modalidade.
Se analisarmos a idade ápice para atletas da natação, veremos que em Londres-2012, aos 20 anos, essa baianinha poderá ser uma das estrelas da delegação brasileira.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Daiane: não esqueçam dela
Daiane dos Santos passou de uma estrela do esporte nacional, cogitada e cobiçada pela imprensa, para uma atleta com pouca exposição após o fracasso em Atenas-2004 e o surgimento de novas figuras da ginástica brasileira, como Jade Barbosa e Laís Souza.
Entretanto, não podemos esquecer dela para Pequim-2008. Nunca se despreza uma campeã mundial. Com boas condições físicas e sem a pressão de 2004, Daiane pode, sim, conseguir uma medalha em agosto.
É importante lembrar que vários dos saltos que Daiane realizou pela primeira vez antes de Atenas e que revolucionaram os exercícios do solo continuam sendo executados com excelência apenas pela brasileira. Se ela não estiver contundida durante os Jogos, pode surpreender.
É possível traçar um paralelo da trajetória de Daiane com a do cavaleiro Rodrigo Pessoa. Favorito ao ouro em Sydney-2000, ele viu o cavalo Baloubet de Rouet refugar em um dos obstáculos e tirar dele a chance de um pódio. Quatro anos depois, entretanto, ele conseguiu o ouro. Digamos que Daiane refugou em 2004, mas pode tranquilamente armar uma bela surpresa pra nós brasileiros na China.
Confira uma apresentação sensacional de Daiane na Copa do Mundo:
Entretanto, não podemos esquecer dela para Pequim-2008. Nunca se despreza uma campeã mundial. Com boas condições físicas e sem a pressão de 2004, Daiane pode, sim, conseguir uma medalha em agosto.
É importante lembrar que vários dos saltos que Daiane realizou pela primeira vez antes de Atenas e que revolucionaram os exercícios do solo continuam sendo executados com excelência apenas pela brasileira. Se ela não estiver contundida durante os Jogos, pode surpreender.
É possível traçar um paralelo da trajetória de Daiane com a do cavaleiro Rodrigo Pessoa. Favorito ao ouro em Sydney-2000, ele viu o cavalo Baloubet de Rouet refugar em um dos obstáculos e tirar dele a chance de um pódio. Quatro anos depois, entretanto, ele conseguiu o ouro. Digamos que Daiane refugou em 2004, mas pode tranquilamente armar uma bela surpresa pra nós brasileiros na China.
Confira uma apresentação sensacional de Daiane na Copa do Mundo:
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Rio em 2º na corrida por 2016
Uma boa notícia surgiu nesta quinta-feira para o Brasil. A cidade do Rio de Janeiro ficou na segunda posição em um ranking montado por especialistas entre as candidatas a sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
A Cidade Maravilhosa obteve 77 pontos de 110 possíveis. A primeira colocação está com Chicago, que teve 79 pontos. Madri ficou empatada com o Rio. Atrás vieram Tóquio (74), Doha (69), Praga e Baku (55). O ponto forte da cidade brasileira foi a realização do Pan 2007 e os pontos fracos ficaram com segurança e transporte.
A análise
Primeiramente é bom lembrar que o ranking é de uma equipe de especialistas de um site norte-americano, não de comissários do Comitê Olímpico Internacional.
Mesmo sendo absolutamente destacada da avaliação do COI, podemos tirar algumas conclusões. Baku e Praga, que não assustavam, assustam menos ainda. Doha, que poderia causar problemas pelos petrodólares, não deve dar muito trabalho. A briga deve estar entre as quatro primeiras mesmo.
Continuo achando que Madri se enfraquece um pouco para não haver uma sequência de Jogos Olímpicos na Europa, apesar de o rodízio de continentes não existir.
Mesmo com a boa apresentação do Rio na pesquisa, vou lembrar uma coisa aos meus leitores: Rio é 2º para 2012.
Nesse link você encontra uma previsão de que o Rio era o segundo melhor para 2012, mas a previsão errou do começo ao fim.
Assistam a vídeo sobre a candidatura do Rio:
A Cidade Maravilhosa obteve 77 pontos de 110 possíveis. A primeira colocação está com Chicago, que teve 79 pontos. Madri ficou empatada com o Rio. Atrás vieram Tóquio (74), Doha (69), Praga e Baku (55). O ponto forte da cidade brasileira foi a realização do Pan 2007 e os pontos fracos ficaram com segurança e transporte.
A análise
Primeiramente é bom lembrar que o ranking é de uma equipe de especialistas de um site norte-americano, não de comissários do Comitê Olímpico Internacional.
Mesmo sendo absolutamente destacada da avaliação do COI, podemos tirar algumas conclusões. Baku e Praga, que não assustavam, assustam menos ainda. Doha, que poderia causar problemas pelos petrodólares, não deve dar muito trabalho. A briga deve estar entre as quatro primeiras mesmo.
Continuo achando que Madri se enfraquece um pouco para não haver uma sequência de Jogos Olímpicos na Europa, apesar de o rodízio de continentes não existir.
Mesmo com a boa apresentação do Rio na pesquisa, vou lembrar uma coisa aos meus leitores: Rio é 2º para 2012.
Nesse link você encontra uma previsão de que o Rio era o segundo melhor para 2012, mas a previsão errou do começo ao fim.
Assistam a vídeo sobre a candidatura do Rio:
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O atleta com mais chance de medalhas
O título deste post está escrito com "medalhas" no plural de propósito. Vamos analisar aqui qual atleta brasileiro terá a chance de conquistar mais medalhas em Pequim. Óbvio que teria de ser alguém do atletismo, da natação ou da ginástica. Os nossos dois campeões de chance são Jade Barbosa e César Cielo.
Jade
Ninguém aqui está falando que ela vá voltar de lá com essas medalhas, mas Jade tem condições de ser pódio no salto e no individual geral. Também há a possibilidade no solo, mas aí já é mais difícil.
César
César Cielo tem chances concretíssimas em duas provas, médias em outra e remotas em mais uma. Nos 50m e 100m livre há possibilidade de pódio sem exageros, o problema em relação a Jade é que César tem muito mais concorrência. Nos 100m livre, por exemplo, são cerca de 12 atletas com condições de chegar à medalha. César ainda pode faturar medalha no 4x100m medley e no 4x100m livre, esta última mais difícil.
Outros
Thiago Pereira é outro que teoricamente poderia voltar com quatro medalhas, mas tem tarefas mais difíceis. Seriam os 200m e 400m medley, com ambas as provas necessitando uma melhora de tempo por parte do brasileiro. Além disso, ele teria o 4x100m medley (abrindo no costas) e o 4x200m livre. Mas essas medalhas não seriam fáceis.
Outro com possibilidades seria Diego Hypólito, com a ressalva de que teria chances apenas em duas provas: solo e salto.
Veja um vídeo de Jade com seu novo salto:
Jade
Ninguém aqui está falando que ela vá voltar de lá com essas medalhas, mas Jade tem condições de ser pódio no salto e no individual geral. Também há a possibilidade no solo, mas aí já é mais difícil.
César
César Cielo tem chances concretíssimas em duas provas, médias em outra e remotas em mais uma. Nos 50m e 100m livre há possibilidade de pódio sem exageros, o problema em relação a Jade é que César tem muito mais concorrência. Nos 100m livre, por exemplo, são cerca de 12 atletas com condições de chegar à medalha. César ainda pode faturar medalha no 4x100m medley e no 4x100m livre, esta última mais difícil.
Outros
Thiago Pereira é outro que teoricamente poderia voltar com quatro medalhas, mas tem tarefas mais difíceis. Seriam os 200m e 400m medley, com ambas as provas necessitando uma melhora de tempo por parte do brasileiro. Além disso, ele teria o 4x100m medley (abrindo no costas) e o 4x200m livre. Mas essas medalhas não seriam fáceis.
Outro com possibilidades seria Diego Hypólito, com a ressalva de que teria chances apenas em duas provas: solo e salto.
Veja um vídeo de Jade com seu novo salto:
Luta define atletas que tentarão vaga
A Confderação Brasileira de lutas anunciou o nome dos 18 atletas que tentarão vagas para Pequim em um Pré-Olímpico a ser disputado em Colorado Springs, nos EUA, que começa em 28 de fevereiro.
São eles:
Estilo Livre:
55Kg- Vinicius Pedrosa
60kg- Waldeci Silva
66kg- Raoni Barcelos
74kg- Claudio Calazans
84kg- Adrian Jaoude
96Kg- Marcelo Zilio Guimarães
120kg- Antoine Jaoude
Greco-romana
55kg- Fabio Cunha
60kg- Arley Machado
66kg- Rodrigo Vandré
74kg- Felipe Macedo
84kg- Marcelo Gomes
96kg- Luiz Fernandes
120kg- Rodrigo Artilheiro
Feminino
48kg- Susana Almeida
55kg- Joice Silva
63kg- Carolina de Lazzer
72kg- Rosangela Conceição
São eles:
Estilo Livre:
55Kg- Vinicius Pedrosa
60kg- Waldeci Silva
66kg- Raoni Barcelos
74kg- Claudio Calazans
84kg- Adrian Jaoude
96Kg- Marcelo Zilio Guimarães
120kg- Antoine Jaoude
Greco-romana
55kg- Fabio Cunha
60kg- Arley Machado
66kg- Rodrigo Vandré
74kg- Felipe Macedo
84kg- Marcelo Gomes
96kg- Luiz Fernandes
120kg- Rodrigo Artilheiro
Feminino
48kg- Susana Almeida
55kg- Joice Silva
63kg- Carolina de Lazzer
72kg- Rosangela Conceição
Yao Ming terá cama gigante em Pequim

Esta é só para curiosidade, mas a cama do pivô de basquete chinês Yao Ming na Vila Olímpica terá 2m x 4m. É maior que a King Size que eu fiquei uma vez no Sheraton do Rio para cobrir um evento. Uma king size tem uns 3m x 2m.
Mas realmente, para caber todo esse tamanho, é preciso uma cama muito longa. Imagino que o quarto terá de ser adaptado também, para caber o móvel.
Mesmo que for em camas e dormitórios minúsculos, gostaríamos muito de ver nossos atletas da modalidade ao lado do chinês na Vila.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Hoyama tenta se recuperar, mas tênis de mesa segue em baixa
O mesa-tenista Hugo Hoyama iniciou nesta semana a fase final de recuperação de uma contusão no ombro visando as Olimpíadas de Pequim. Ele quer estar bem para a seletiva de abril na República Dominicana. Nesse Pré-Olímpico o Brasil tentará as vagas para os Jogos.
Lembro de tê-lo entrevistado durante um evento no Hospital do Coração, em São Paulo, no final de 2004, logo depois das Olimpíadas de Atenas. Na época, ele me disse claramente que precisava melhorar seu físico para competir em alto nível e parece que não vem conseguindo muito sucesso nessa empreitada.
Há cerca de um ano cruzei com Hoyama no Parque do Ibirapuera, durante um cooper que nós dois praticávamos em direções opostas. Não o incomodei, até porque ele jamais lembraria de mim. Mas aquela corrida cansada demonstrava que ele está tentando fazer o corpo dele acompanhar os objetivos da mente.
Brasil
Mesmo que consiga colocar os atletas nas Olimpíadas, é fato que o tênis de mesa do Brasil precisa melhorar. Atualmente nosso mesa-tenista melhor ranqueado no mundo é Thiago Monteiro, na 83ª posição. Hugo Hoyama está em 125º e Gustavo Tsuboi em 166º. Entre as mulheres, Lígia Santos Silva é apenas a 264ª.
As medalhas brasileiras no Pan não podem jamais servir de parâmetro para nos localizar no cenário mundial. Estamos muito aquém dos melhores do mundo em um esporte que é popular no Brasil. Muitas pessoas jogam tênis de mesa por aqui e o acesso a mesas e raquetes não é difícil. Segundo estudos esportivos, o número de praticantes influencia diretamente no nível de certa modalidade em um país, utilizando o preceito "da quantidade sai a qualidade".
É o que acontece com o nosso futebol. Entre outros aspectos importantes, temos o melhor time do mundo porque no Brasil toda criança bate uma bolinha. Temos um bom vôlei porque nas escolas muitos jovens o praticam nas aulas de Educação Física. Vamos bem na vela pois temos muitos quilômetros de oceano. No tênis de mesa essa quantidade não está se refletindo em qualidade. E isso é preocupante.
A desculpa de que é um esporte tipicamente oriental não cola. Caso contrário, não teríamos atualmente três campeões mundiais de judô.
Lembro de tê-lo entrevistado durante um evento no Hospital do Coração, em São Paulo, no final de 2004, logo depois das Olimpíadas de Atenas. Na época, ele me disse claramente que precisava melhorar seu físico para competir em alto nível e parece que não vem conseguindo muito sucesso nessa empreitada.
Há cerca de um ano cruzei com Hoyama no Parque do Ibirapuera, durante um cooper que nós dois praticávamos em direções opostas. Não o incomodei, até porque ele jamais lembraria de mim. Mas aquela corrida cansada demonstrava que ele está tentando fazer o corpo dele acompanhar os objetivos da mente.
Brasil
Mesmo que consiga colocar os atletas nas Olimpíadas, é fato que o tênis de mesa do Brasil precisa melhorar. Atualmente nosso mesa-tenista melhor ranqueado no mundo é Thiago Monteiro, na 83ª posição. Hugo Hoyama está em 125º e Gustavo Tsuboi em 166º. Entre as mulheres, Lígia Santos Silva é apenas a 264ª.
As medalhas brasileiras no Pan não podem jamais servir de parâmetro para nos localizar no cenário mundial. Estamos muito aquém dos melhores do mundo em um esporte que é popular no Brasil. Muitas pessoas jogam tênis de mesa por aqui e o acesso a mesas e raquetes não é difícil. Segundo estudos esportivos, o número de praticantes influencia diretamente no nível de certa modalidade em um país, utilizando o preceito "da quantidade sai a qualidade".
É o que acontece com o nosso futebol. Entre outros aspectos importantes, temos o melhor time do mundo porque no Brasil toda criança bate uma bolinha. Temos um bom vôlei porque nas escolas muitos jovens o praticam nas aulas de Educação Física. Vamos bem na vela pois temos muitos quilômetros de oceano. No tênis de mesa essa quantidade não está se refletindo em qualidade. E isso é preocupante.
A desculpa de que é um esporte tipicamente oriental não cola. Caso contrário, não teríamos atualmente três campeões mundiais de judô.
Explicando os critérios do judô
A Confederação Brasileira de Judô decidiu dar uma "preferência" aos medalhistas do último Mundial nas seletivas para as Olimpíadas. Caso eles tenham desempenho equivalente nas etapas européias de fevereiro, seletivas brasileiras para os Jogos, o judoca da categoria que foi medalhista no Mundial será o convocado.
Entretanto, isso desfavorece Tiago Camilo, pois dá mais uma oportunidade para Flávio Canto obter a vaga mesmo não tendo sido campeão pan-americano ou mundial.
Há uma forte corrente no meio do esporte que critica a atuação da CBJ por ajudar Flávio Canto. Óbvio que isso nunca foi comprovado, mas muitos treinadores do meio reclamam desse possível favorecimento. Inclusive o próprio Tiago já questionou a entidade sobre isso.
Ou seja, olhos atentos de todos nas competições européias. Vamos verificar se a escolha será justa pelo que os judocas têm feito ultimamente.
Entretanto, isso desfavorece Tiago Camilo, pois dá mais uma oportunidade para Flávio Canto obter a vaga mesmo não tendo sido campeão pan-americano ou mundial.
Há uma forte corrente no meio do esporte que critica a atuação da CBJ por ajudar Flávio Canto. Óbvio que isso nunca foi comprovado, mas muitos treinadores do meio reclamam desse possível favorecimento. Inclusive o próprio Tiago já questionou a entidade sobre isso.
Ou seja, olhos atentos de todos nas competições européias. Vamos verificar se a escolha será justa pelo que os judocas têm feito ultimamente.
Desempate do judô
Ao contrário do que o blog publicou anteriormente, não haveria disputa direta entre Tiago Camilo e Flávio Canto para a vaga olímpica. Nesse caso, Camilo sai prejudicado com a nova norma, pois pela sua atual fase já deveria estar classificado.
Gatlin pede redução de pena
O velocista norte-americano Justin Gatlin, suspenso por doping, pediu a redução da sua pena de quatro anos em recurso na corte Arbitral do Esporte. Campeão olímpico dos 100m rasos em Atenas, ele quer tentar o bi em Pequim.
Gatlin foi suspenso pela segunda vez e corre o risco de ser banido do esporte. Ele pede o perdão de uma punição que recebeu quando era júnior.
Óbvio que, pelo bom senso, esse pedido deve ser rejeitado. Gatlin jogou sujo por duas vezes e não merece mais usar o nome do esporte para brilhar injustamente.
Tenho reparado um fenômeno interessante e trágico nas provas de velocidade ultimamente, principalmente nos EUA: os atletas aparecem e desaparecem muito rapidamente. Tim Montgomery, ex-recordista mundial dos 100m rasos com 9s78 e também pego no antidoping, é um dos que brilhou intensamente, mas por pouco tempo. Gatlin reinou apenas um ano e meio, até ser pego.
Antigamente, era diferente. Quantos anos Carl Lewis ficou no topo? E Donovan Bailey? Frank Fredericks, Linford Christie, Dennis Mitchell e o próprio Maurice Greene foram exemplos de atletas que ficaram pelo menos cinco ou seis anos em evidência.
Me cheira estranha essa brevidade. Não vou me arriscar a falar apenas em doping, pois não sei se os outros citados estavam realmente limpos, mas algo nos dias de hoje faz os velocistas durarem muito pouco. E pode ser a droga que usam.
Gatlin foi suspenso pela segunda vez e corre o risco de ser banido do esporte. Ele pede o perdão de uma punição que recebeu quando era júnior.
Óbvio que, pelo bom senso, esse pedido deve ser rejeitado. Gatlin jogou sujo por duas vezes e não merece mais usar o nome do esporte para brilhar injustamente.
Tenho reparado um fenômeno interessante e trágico nas provas de velocidade ultimamente, principalmente nos EUA: os atletas aparecem e desaparecem muito rapidamente. Tim Montgomery, ex-recordista mundial dos 100m rasos com 9s78 e também pego no antidoping, é um dos que brilhou intensamente, mas por pouco tempo. Gatlin reinou apenas um ano e meio, até ser pego.
Antigamente, era diferente. Quantos anos Carl Lewis ficou no topo? E Donovan Bailey? Frank Fredericks, Linford Christie, Dennis Mitchell e o próprio Maurice Greene foram exemplos de atletas que ficaram pelo menos cinco ou seis anos em evidência.
Me cheira estranha essa brevidade. Não vou me arriscar a falar apenas em doping, pois não sei se os outros citados estavam realmente limpos, mas algo nos dias de hoje faz os velocistas durarem muito pouco. E pode ser a droga que usam.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Atletismo: as chances do Brasil
Começaremos nossa análise de esportes pela ordem alfabética. E iniciamos bem: atletismo, modalidade tradicionalíssima em Jogos Olímpicos e que traz ao Brasil grandes chances de medalha.
Vamos primeiro às chances de medalha:
As quatro provas na qual temos pelo menos uma mínima chance são:
Salto em distância feminino
Salto triplo masculino
4x100m rasos masculino
Salto com vara feminino
Desculpem-me os amantes do Vanderlei Cordeiro de Lima, mas o que aconteceu em Atenas foi a exceção da exceção. Não devemos repetir essa medalha.
Agora vamos à análise prova por prova:
- Salto em distância feminino: temos Maureen Maggi e Keila Costa. Keila não tem essa especialidade e suas chances são quase nulas. Já Maureen pode melhorar até as Olimpíadas, mas está longe das primeiras colocadas do ranking da IAAF. Mesmo assim, creio que não seja impossível uma medalha.
Chances de medalha: 20%
Chances de ouro: 1%.
Salto triplo: Jadel Gregório é o maior nome do atletismo atualmente no Brasil. Teve uma decepção com o quinto lugar em Atenas, mas melhorou nos últimos anos e ganhou experiência. Quebrou um recorde histórico de João do Pulo ao saltar 17,90m em um meeting de Belém, mas perdeu o ouro para um português até então desconhecido, chamado Nelson Évora, no Mundial de Osaka em 2007. Está treinando sob orientação do recordista mundial Jonathan Edwards. Treinar com um cara que já saltou 18,29m deve ser muito bom.
Chances de medalha: 70%
Chances de ouro: 30%
4x100m rasos: Temos muita tradição nessa prova. Bronze inesperado em Atlanta, prata histórica em Sydney e um tropicão na última passagem de Atenas que nos deixou só com o oitavo lugar. Mas as perspectivas são novamente de medalha, pois temos um time campeão pan-americano e quarto lugar no Mundial. O Brasil possui um valioso aliado: é uma das equipes que faz melhor a passagem do bastão.
Chances de medalha: 50%
Chances de ouro: 5%
Salto com vara feminino: Fabiana Murer vem melhorando bastante, mas ainda não está ranqueada para medalha. Dentro da evolução natural dela, podemos esperar algo bom, mas sem pressão na menina!
Chances de medalha: 8%
Chances de ouro: 0,001%
Veredicto Blog Olímpico: uma prata (Jadel) e um bronze (revezamento 4x100m rasos)
Vamos primeiro às chances de medalha:
As quatro provas na qual temos pelo menos uma mínima chance são:
Salto em distância feminino
Salto triplo masculino
4x100m rasos masculino
Salto com vara feminino
Desculpem-me os amantes do Vanderlei Cordeiro de Lima, mas o que aconteceu em Atenas foi a exceção da exceção. Não devemos repetir essa medalha.
Agora vamos à análise prova por prova:
- Salto em distância feminino: temos Maureen Maggi e Keila Costa. Keila não tem essa especialidade e suas chances são quase nulas. Já Maureen pode melhorar até as Olimpíadas, mas está longe das primeiras colocadas do ranking da IAAF. Mesmo assim, creio que não seja impossível uma medalha.
Chances de medalha: 20%
Chances de ouro: 1%.
Salto triplo: Jadel Gregório é o maior nome do atletismo atualmente no Brasil. Teve uma decepção com o quinto lugar em Atenas, mas melhorou nos últimos anos e ganhou experiência. Quebrou um recorde histórico de João do Pulo ao saltar 17,90m em um meeting de Belém, mas perdeu o ouro para um português até então desconhecido, chamado Nelson Évora, no Mundial de Osaka em 2007. Está treinando sob orientação do recordista mundial Jonathan Edwards. Treinar com um cara que já saltou 18,29m deve ser muito bom.
Chances de medalha: 70%
Chances de ouro: 30%
4x100m rasos: Temos muita tradição nessa prova. Bronze inesperado em Atlanta, prata histórica em Sydney e um tropicão na última passagem de Atenas que nos deixou só com o oitavo lugar. Mas as perspectivas são novamente de medalha, pois temos um time campeão pan-americano e quarto lugar no Mundial. O Brasil possui um valioso aliado: é uma das equipes que faz melhor a passagem do bastão.
Chances de medalha: 50%
Chances de ouro: 5%
Salto com vara feminino: Fabiana Murer vem melhorando bastante, mas ainda não está ranqueada para medalha. Dentro da evolução natural dela, podemos esperar algo bom, mas sem pressão na menina!
Chances de medalha: 8%
Chances de ouro: 0,001%
Veredicto Blog Olímpico: uma prata (Jadel) e um bronze (revezamento 4x100m rasos)
UOL erra em reportagem sobre Phelps
Uma nota do UOL publicada nesta segunda-feira comete um erro ao analisar o desempenho de Michael Phelps em um campeonato nos EUA. A nota diz: "Phelps melhora seu recorde em prova de 400 jardas medley".
A matéria sugere que ninguém jamais teria nadado a prova abaixo dos 3min38s28, feitos por Phelps no Grand Prix de Long Beach. Achei estranha a informação porque acompanho de perto a natação de jardas norte-americana e sabia que o Ryan Lochte já hava nadado a prova na casa de 3min35s, este sim o recorde da distância.
Foi só entrar no site da USA Swimming, a equivalente à nossa CBDA aqui no Brasil, para confirmar o erro. Na verdade Phelps quebrou o recorde do campeonato, mas não atingiu uma marca muito forte. Tanto que ele mesmo falou que gostaria de ter nadado mais rápido.
A seguir a íntegra da reportagem:
Michael Phelps quebrou seu recorde na prova de 400 jardas medley. A nova marca foi conquistada na noite deste domingo, na disputa do Grand Prix do Sul da Califórnia, em Long Beach.
O nadador, principal candidato a ouros nos Jogos Olímpicos de Pequim, encerrou a distância em 3min38s28, melhorando em 2s02 o recorde da prova. "Foi tudo bem, mas eu gostaria de ter nadado mais rápido", disse.
A distância não é olímpica, que conta com a disputa de 400 m. Em metros, a prova de 400 jardas corresponde a 365,76 m.
Vencedor de seis ouros nos Jogos de Atenas-2004, Phelps teve problemas logo na largada. Ao mergulhar, seus óculos de proteção se encheram de água. "Eu estava lutando para ver as paredes, mas são coisas que você tem de lidar para vencer."
Phelps dominou a prova e terminou mais de 8 segundos à frente do segundo colocado, o húngaro Tamas Kerekjarto, que treina no Sul da Califórnia e encerrou com 3min46s96.
A matéria sugere que ninguém jamais teria nadado a prova abaixo dos 3min38s28, feitos por Phelps no Grand Prix de Long Beach. Achei estranha a informação porque acompanho de perto a natação de jardas norte-americana e sabia que o Ryan Lochte já hava nadado a prova na casa de 3min35s, este sim o recorde da distância.
Foi só entrar no site da USA Swimming, a equivalente à nossa CBDA aqui no Brasil, para confirmar o erro. Na verdade Phelps quebrou o recorde do campeonato, mas não atingiu uma marca muito forte. Tanto que ele mesmo falou que gostaria de ter nadado mais rápido.
A seguir a íntegra da reportagem:
Michael Phelps quebrou seu recorde na prova de 400 jardas medley. A nova marca foi conquistada na noite deste domingo, na disputa do Grand Prix do Sul da Califórnia, em Long Beach.
O nadador, principal candidato a ouros nos Jogos Olímpicos de Pequim, encerrou a distância em 3min38s28, melhorando em 2s02 o recorde da prova. "Foi tudo bem, mas eu gostaria de ter nadado mais rápido", disse.
A distância não é olímpica, que conta com a disputa de 400 m. Em metros, a prova de 400 jardas corresponde a 365,76 m.
Vencedor de seis ouros nos Jogos de Atenas-2004, Phelps teve problemas logo na largada. Ao mergulhar, seus óculos de proteção se encheram de água. "Eu estava lutando para ver as paredes, mas são coisas que você tem de lidar para vencer."
Phelps dominou a prova e terminou mais de 8 segundos à frente do segundo colocado, o húngaro Tamas Kerekjarto, que treina no Sul da Califórnia e encerrou com 3min46s96.
As chances de Rio-2016
Sou um crítico daqueles que acham dinheiro jogado fora a tentativa de organizar um evento mundial como Copa do Mundo e as Olimpíadas. Acredito que o retorno cultural, estrutural e financeiro paga qualquer esforço feito. Não sou daqueles que diz: "Tanta coisa pra fazer no Brasil e vai ficar gastando grana com Copa e Olimpíadas".
Acredito que as pessoas que fazem esses comentários tenham uma visão muito limitada de desenvolvimento e do que significa sediar os Jogos Olímpicos.
Por isso apóio a iniciativa do Rio de Janeiro em tentar, mais uma vez, ser palco dos Jogos. E acho que o Rio tem concorrentes menos fortes do que das últimas vezes (2004 e 2012).
Vamos começar pela cidade mais desconhecida: Baku, no Azerbaijão. O país não tem qualquer tradição esportiva e a cidade não tem um apelo comercial internacional forte. Sem chances.
Depois temos as européias Madri e Praga. Creio que a capital espanhola tenha uma ótima condição estrutural e financeira para ser a sede, mas, se uma cidade do Velho Continente for escolhida, seria a terceira vez em quatro edições que os Jogos seriam disputados lá (Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012, Madri/Praga-2016). Apesar de não haver mais rodízio de continentes, seria uma sequência muito grande em uma só região do globo e isso pode pesar na decisão dos comissários do COI (Comitê Olímpico Internacional).
Agora, as perigosas. Tóquio tem todo o poderio financeiro do Japão para vencer. O ponto negativo seria o preço de ítens como alimentos no Japão. É um país muito caro para se viver e ainda mais dispendioso para os turistas.
Chicago é perigosa porque fica nos EUA e porque o país não sedia Olimpíadas desde Atlanta-1996. Doha, no Catar, não tem tradição, mas esses dólares árabes são capazes de fazer muita coisa mudar.
Enfim, torcerei para o Rio como nunca. Não vejo como sediar um evento tão importante possa ser ruim para um país ou cidade.
Acredito que as pessoas que fazem esses comentários tenham uma visão muito limitada de desenvolvimento e do que significa sediar os Jogos Olímpicos.
Por isso apóio a iniciativa do Rio de Janeiro em tentar, mais uma vez, ser palco dos Jogos. E acho que o Rio tem concorrentes menos fortes do que das últimas vezes (2004 e 2012).
Vamos começar pela cidade mais desconhecida: Baku, no Azerbaijão. O país não tem qualquer tradição esportiva e a cidade não tem um apelo comercial internacional forte. Sem chances.
Depois temos as européias Madri e Praga. Creio que a capital espanhola tenha uma ótima condição estrutural e financeira para ser a sede, mas, se uma cidade do Velho Continente for escolhida, seria a terceira vez em quatro edições que os Jogos seriam disputados lá (Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012, Madri/Praga-2016). Apesar de não haver mais rodízio de continentes, seria uma sequência muito grande em uma só região do globo e isso pode pesar na decisão dos comissários do COI (Comitê Olímpico Internacional).
Agora, as perigosas. Tóquio tem todo o poderio financeiro do Japão para vencer. O ponto negativo seria o preço de ítens como alimentos no Japão. É um país muito caro para se viver e ainda mais dispendioso para os turistas.
Chicago é perigosa porque fica nos EUA e porque o país não sedia Olimpíadas desde Atlanta-1996. Doha, no Catar, não tem tradição, mas esses dólares árabes são capazes de fazer muita coisa mudar.
Enfim, torcerei para o Rio como nunca. Não vejo como sediar um evento tão importante possa ser ruim para um país ou cidade.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Cautela com a Vela!!!
A vela traz medalhas para o Brasil em Olimpíadas desde Montreal-1976, com exceção de Barcelona-1992. Então naturalmente já há uma esperança muito grande a cada ciclo olímpico. Mas não teremos na China os bicampeões Torben Grael e Marcelo Ferreira. Portanto, obter uma boa campanha pode ser mais difícil.
Não é muito pensar em ouro para Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star, mas o nosso bicampeão olímpico não é mais tão favorito quanto era na classe Laser. Ricardo Winicki, o Bimba, ficou em 15º no Mundial da classe RS:X (prancha a vela) e também terá dificuldades.
Acho que todos devem maneirar na cobrança sobre a vela nestas Olimpíadas, pois as medalhas não estão tão garantidas quanto em edições anteriores.
Não é muito pensar em ouro para Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star, mas o nosso bicampeão olímpico não é mais tão favorito quanto era na classe Laser. Ricardo Winicki, o Bimba, ficou em 15º no Mundial da classe RS:X (prancha a vela) e também terá dificuldades.
Acho que todos devem maneirar na cobrança sobre a vela nestas Olimpíadas, pois as medalhas não estão tão garantidas quanto em edições anteriores.
A convocação de Riquelme e Mascherano
Futebol também é esporte olímpico. E, para nós, brasileiros, um dos mais importantes. Não é impossível vislumbrar duas medalhas em Pequim, e ainda mais, duas de ouro.
Para isso, precisamos ficar de olho nos nossos rivais argentinos. O técnico do time olímpico, Sergio Baptista, chamou Mascherano e Riquelme, além do zagueiro Demichelis, para serem os três jogadores acima de 23 anos na seleção olímpica.
A convocação de Mascherano achei desnecessária. Ele não está entre os principais jogadores da seleção e a Argentina tem bons valores jovens para a posição. Já Riquelme pode assustar. Eu não acredito nessa história de tremer contra o Brasil. Em apenas um jogo ele pode mudar essa escrita. Vale lembrar que Messi tem idade olímpica.
Assim, o Brasil terá de levar força máxima para Pequim. Eu chamaria Kaká, Robinho e Juan. Ou até Juan, Lúcio e Kaká. Uma zaga sólida é muito importante em um time dominado por jovens.
Para isso, precisamos ficar de olho nos nossos rivais argentinos. O técnico do time olímpico, Sergio Baptista, chamou Mascherano e Riquelme, além do zagueiro Demichelis, para serem os três jogadores acima de 23 anos na seleção olímpica.
A convocação de Mascherano achei desnecessária. Ele não está entre os principais jogadores da seleção e a Argentina tem bons valores jovens para a posição. Já Riquelme pode assustar. Eu não acredito nessa história de tremer contra o Brasil. Em apenas um jogo ele pode mudar essa escrita. Vale lembrar que Messi tem idade olímpica.
Assim, o Brasil terá de levar força máxima para Pequim. Eu chamaria Kaká, Robinho e Juan. Ou até Juan, Lúcio e Kaká. Uma zaga sólida é muito importante em um time dominado por jovens.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
As esperanças do atletismo
Com certeza temos no atletismo algumas esperanças de medalha em Pequim. Estou esperançoso em algumas provas, mas fico receoso quanto a um ouro.
Meu receio parte principalmente do fato de que Jadel Gregório, nosso triplista número um do ranking mundial, ter um problema psicológico para se concentrar em provas internacionais de alto nível. Enquanto no Brasil Jadel brilha como nunca, em situações de pressão intensa ele normalmente não repete as suas melhores marcas.
No salto com vara feminino, Fabiana Murer tem até alguma chance de pódio, mas creio que seja difícil em virtude da forte concorrência e da inexperiência dela em Olimpíadas.
Minha esperança maior fica com o 4x100 rasos. Acredito até numa prata, o que faria o time repetir o desempenho das Olimpíadas de Sydney-2000. Nossa equipe vai muito bem nas passagens e, apesar de não ter um velocista de expressão internacional, possui entrosamento suficiente para tirar a vantagem dos demais nas trocas de corredores.
Meu receio parte principalmente do fato de que Jadel Gregório, nosso triplista número um do ranking mundial, ter um problema psicológico para se concentrar em provas internacionais de alto nível. Enquanto no Brasil Jadel brilha como nunca, em situações de pressão intensa ele normalmente não repete as suas melhores marcas.
No salto com vara feminino, Fabiana Murer tem até alguma chance de pódio, mas creio que seja difícil em virtude da forte concorrência e da inexperiência dela em Olimpíadas.
Minha esperança maior fica com o 4x100 rasos. Acredito até numa prata, o que faria o time repetir o desempenho das Olimpíadas de Sydney-2000. Nossa equipe vai muito bem nas passagens e, apesar de não ter um velocista de expressão internacional, possui entrosamento suficiente para tirar a vantagem dos demais nas trocas de corredores.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
O sonho de Guga em disputar Pequim
Vale a pena expor um ídolo para satisfazer seus desejos? Essa é a questão que se coloca quando Guga afirma que deseja terminar sua brilhante trajetória no tênis nas Olimpíadas de Pequim.
Claramente sem condições de disputar títulos no atual nível competitivo, Gustavo Kuerten pode se expor ao disputar os Jogos de Pequim. Poderia cair em uma primeira rodada e encerrar a carreira com uma derrota acachapante. Ele fez diferente de Fernando Meligeni, por exemplo, que encerrou a carreira no Pan, uma competição bem mais fraca do que os Jogos Olímpicos.
Eu particularmente acho que seria mais legal Guga encerrar sua carreira onde ela "começou": Roland Garros. Mas, se for pelo espírito olímpico, seria positivo Guga atuar em Pequim. De qualquer forma, Guga chegou a um nível de reconhecimento e conquistas tão alto que pode se dar ao luxo de se despedir com uma campanha longe das melhores.
Claramente sem condições de disputar títulos no atual nível competitivo, Gustavo Kuerten pode se expor ao disputar os Jogos de Pequim. Poderia cair em uma primeira rodada e encerrar a carreira com uma derrota acachapante. Ele fez diferente de Fernando Meligeni, por exemplo, que encerrou a carreira no Pan, uma competição bem mais fraca do que os Jogos Olímpicos.
Eu particularmente acho que seria mais legal Guga encerrar sua carreira onde ela "começou": Roland Garros. Mas, se for pelo espírito olímpico, seria positivo Guga atuar em Pequim. De qualquer forma, Guga chegou a um nível de reconhecimento e conquistas tão alto que pode se dar ao luxo de se despedir com uma campanha longe das melhores.
Phelps não é para Pereira!
Vejo com muitas reservas o fato de estarem comparando o nosso nadador Thiago Pereira ao norte-americano Michael Phelps para as Olimpíadas de Pequim. É uma comparação totalmente sem fundamento.
Já encontrei em diversos sites e jornais reportagens comparando os dois fenômenos das piscinas. O próprio Thiago, quando entrevistado, entra na onda da comparação, talvez para não ter que dar maiores explicações aos jornalistas.
O fato é que as seis medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos não são padrão para Thiago pensar nas Olimpíadas. Thiago é atualmente o quarto do mundo em sua melhor prova, os 200m medley, e não é a Phelps que Thiago deve estar olhando. O norte-americano é o melhor nadador do mundo e está inalcançável no momento.
Phelps tem como melhor tempo 1min54s98 (recorde mundial), contra 1min57s79 de Thiago. São quase três segundos: uma eternidade na natação. O segundo do ranking é o também norte-americano Ryan Lochte, com 1min56s10. Lochte não é qualquer um. É o atual recordista mundial dos 200m costas em piscina longa e dos 100m e 200m costas em piscina curta. Além disso, detém vários recordes em piscinas de jardas, as preferidas nos EUA. Recentemente, Lochte bateu Phelps em um 200m medley nas piscinas de jardas.
O terceiro colocado é o húngaro Laszlo Cseh, que tirou o recorde mundial de Thiago em piscina curta. Cseh tem 1min56s92. São três concorrentes fortíssimos e Thiago tem que olhar para os dois últimos. Pensar em Phelps, atualmente, é errar na meta. Mas tenho certeza que esse erro é cometido apenas pelos jornalistas e não pelo próprio Thiago e seu treinador, Fernando Vanzella.
Já encontrei em diversos sites e jornais reportagens comparando os dois fenômenos das piscinas. O próprio Thiago, quando entrevistado, entra na onda da comparação, talvez para não ter que dar maiores explicações aos jornalistas.
O fato é que as seis medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos não são padrão para Thiago pensar nas Olimpíadas. Thiago é atualmente o quarto do mundo em sua melhor prova, os 200m medley, e não é a Phelps que Thiago deve estar olhando. O norte-americano é o melhor nadador do mundo e está inalcançável no momento.
Phelps tem como melhor tempo 1min54s98 (recorde mundial), contra 1min57s79 de Thiago. São quase três segundos: uma eternidade na natação. O segundo do ranking é o também norte-americano Ryan Lochte, com 1min56s10. Lochte não é qualquer um. É o atual recordista mundial dos 200m costas em piscina longa e dos 100m e 200m costas em piscina curta. Além disso, detém vários recordes em piscinas de jardas, as preferidas nos EUA. Recentemente, Lochte bateu Phelps em um 200m medley nas piscinas de jardas.
O terceiro colocado é o húngaro Laszlo Cseh, que tirou o recorde mundial de Thiago em piscina curta. Cseh tem 1min56s92. São três concorrentes fortíssimos e Thiago tem que olhar para os dois últimos. Pensar em Phelps, atualmente, é errar na meta. Mas tenho certeza que esse erro é cometido apenas pelos jornalistas e não pelo próprio Thiago e seu treinador, Fernando Vanzella.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
O melhor blog olímpico
Há vários espaços para se discutir esportes olímpicos. Mas na minha visão o melhor é o Blog do Coach, no site www.bestswimming.com.br
Ele é atualizado pelo técnico Alex Pussieldi, conhecido como Pussi no meio da natação. Ele trabalha no Pine Crest swim club, em Fort Louerdale, Flórida, e manja tudo sobre natação. O blog é um show de informação e comentários. Toda a comunidade aquática acessa, do nadador que nem consegue final B de Troféu Brasil àqueles que lutam por medalha em Pequim, como o velocista César Cielo, tricampeão Pan-americano, recordista sul-americano dos 50m. 100m livre, 4x100 livre e 4x100 medley em piscina longa e esperança brasileira na China. César é um dos que vira e mexe comentam os pertinentes posts do Coach.
Descobri o bestswimming em 2004. Eu estava na Gazeta Esportiva buscando na internet comparativos entre os tempos do Thiago Pereira e do Michael Phelps nos 200m medley. E achei no site do coach as informações sobre as parciais de cada nadador em seus melhores tempos. Me apaixonei pelo site e pelo trabalho do coach Alex. Um modelo a ser seguido.
Ele é atualizado pelo técnico Alex Pussieldi, conhecido como Pussi no meio da natação. Ele trabalha no Pine Crest swim club, em Fort Louerdale, Flórida, e manja tudo sobre natação. O blog é um show de informação e comentários. Toda a comunidade aquática acessa, do nadador que nem consegue final B de Troféu Brasil àqueles que lutam por medalha em Pequim, como o velocista César Cielo, tricampeão Pan-americano, recordista sul-americano dos 50m. 100m livre, 4x100 livre e 4x100 medley em piscina longa e esperança brasileira na China. César é um dos que vira e mexe comentam os pertinentes posts do Coach.
Descobri o bestswimming em 2004. Eu estava na Gazeta Esportiva buscando na internet comparativos entre os tempos do Thiago Pereira e do Michael Phelps nos 200m medley. E achei no site do coach as informações sobre as parciais de cada nadador em seus melhores tempos. Me apaixonei pelo site e pelo trabalho do coach Alex. Um modelo a ser seguido.
O início do Blog Olímpico
Olá leitores.
Vou iniciar as atividades deste blog me apresentando. Meu nome é Denis Eduardo Serio e tenho 25 anos. Desde os dois, o esporte é a minha maior paixão. Já treinei de tudo, competi em muitos esportes, de tênis a badminton. Alguns levei bem a sério, como o basquete, esporte pelo qual atuei em clubes como Círculo Militar e Sírio Libanês, em São Paulo. Outras modalidades foram paixões repentinas, como o handebol. Atualmente tenho me dedicado ao judô e à natação.
Minha vontade de ser jornalista não partiu dos esportes que eu pratico ou pratiquei, tampouco fiz esse curso pensando em ser jornalista esportivo. Atualmente não sou de fato. Entretanto, no final do primeiro ano da faculdade surgiu a oportunidade de trabalhar na Gazeta Esportiva.Net. Fiquei 1,5 ano cobrindo futebol e a sua rotina imutável: jogos, treinos e declarações decoradas dos jogadores. Quando fui passado para outros esportes devido à proximidade de Atenas-2004, descobri que trabalhar com esportes pode ser muito legal. Foram seis meses de muita alegria profissional e tempos de descobrir ídolos que nasciam, como Thiago Pereira e Leandro Guilheiro. Conversar com nomes como esses e estrevistá-los foi uma experiência única. Minha última pauta na GE.Net não foi de esportes olímpicos, mas sim o lançamento de um DVD do Emerson Fittipaldi. Foi tranquilo, só atravessar Avenida Paulista e chegar na Fnac.
Depois, para utilizar o jargão eufemista "buscar novos desafios", ganhei uma oportunidade na Agência Reuters no final de 2004. Trabalhei mais 1,5 ano com outra área, desta vez notícias de Mundo, Cultura, Brasil e também algo de esportes. Foi muito enriquecedor. Acho que todo jornalista, seja lá qual for a sua especialidade, deveria cobrir Mundo pelo menos uma vez. O valor agregado à nossa formação é incomensurável. Chegada a Copa, trabalhei mais intensamente com esportes e, apesar de não curtir muito a cobertura futebolística, Copa é Copa. Também foi bastante divertido. Minha última pauta foi especial: uma entrevista exclusiva com o Dunga na manhã seguinte a sua nomeação de técnico da seleção. Fomos o primeiro veículo escrito com uma exclusiva dele, uma reportagem que correu o mundo e me alegrou bastante.
Em setembro de 2006 ingressei na Abril Digital, onde estou até hoje. Trabalho com conteúdo masculino (mais um eufemismo - para "mulher pelada"). Participei da cobertura do Pan de 2007, apesar de ter sido em um esquema diferente do feito nas outras empresas pelas quais passei. Mas não poderia jamais deixar passar minha paixão por esportes olímpicos e espero trazer muitas novidades e discussões para vocês, leitores.
Um abraço!
Vou iniciar as atividades deste blog me apresentando. Meu nome é Denis Eduardo Serio e tenho 25 anos. Desde os dois, o esporte é a minha maior paixão. Já treinei de tudo, competi em muitos esportes, de tênis a badminton. Alguns levei bem a sério, como o basquete, esporte pelo qual atuei em clubes como Círculo Militar e Sírio Libanês, em São Paulo. Outras modalidades foram paixões repentinas, como o handebol. Atualmente tenho me dedicado ao judô e à natação.
Minha vontade de ser jornalista não partiu dos esportes que eu pratico ou pratiquei, tampouco fiz esse curso pensando em ser jornalista esportivo. Atualmente não sou de fato. Entretanto, no final do primeiro ano da faculdade surgiu a oportunidade de trabalhar na Gazeta Esportiva.Net. Fiquei 1,5 ano cobrindo futebol e a sua rotina imutável: jogos, treinos e declarações decoradas dos jogadores. Quando fui passado para outros esportes devido à proximidade de Atenas-2004, descobri que trabalhar com esportes pode ser muito legal. Foram seis meses de muita alegria profissional e tempos de descobrir ídolos que nasciam, como Thiago Pereira e Leandro Guilheiro. Conversar com nomes como esses e estrevistá-los foi uma experiência única. Minha última pauta na GE.Net não foi de esportes olímpicos, mas sim o lançamento de um DVD do Emerson Fittipaldi. Foi tranquilo, só atravessar Avenida Paulista e chegar na Fnac.
Depois, para utilizar o jargão eufemista "buscar novos desafios", ganhei uma oportunidade na Agência Reuters no final de 2004. Trabalhei mais 1,5 ano com outra área, desta vez notícias de Mundo, Cultura, Brasil e também algo de esportes. Foi muito enriquecedor. Acho que todo jornalista, seja lá qual for a sua especialidade, deveria cobrir Mundo pelo menos uma vez. O valor agregado à nossa formação é incomensurável. Chegada a Copa, trabalhei mais intensamente com esportes e, apesar de não curtir muito a cobertura futebolística, Copa é Copa. Também foi bastante divertido. Minha última pauta foi especial: uma entrevista exclusiva com o Dunga na manhã seguinte a sua nomeação de técnico da seleção. Fomos o primeiro veículo escrito com uma exclusiva dele, uma reportagem que correu o mundo e me alegrou bastante.
Em setembro de 2006 ingressei na Abril Digital, onde estou até hoje. Trabalho com conteúdo masculino (mais um eufemismo - para "mulher pelada"). Participei da cobertura do Pan de 2007, apesar de ter sido em um esquema diferente do feito nas outras empresas pelas quais passei. Mas não poderia jamais deixar passar minha paixão por esportes olímpicos e espero trazer muitas novidades e discussões para vocês, leitores.
Um abraço!
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