sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Judô copia modelo do tênis a partir de 2009


Eu acredito que copiar o tênis é uma ótima idéia. Em tudo a ATP é um exemplo: de suas premiações ao seu perfeito website. E uma bela notícia surgiu nesta sexta-feira.

A FIJ (Federação Internacional de Judô) decidiu copiar o tênis em um monte de fatores a partir do próximo ano. Entre as principais mudanças estão a criação de um ranking mundial e uma estrutura de torneios parecida com as que os tenistas enfrentam.

Em 2009 haverá cinco campeonatos chamados Grand Prix, que distribuirão US$ 100 mil cada, quatro Grand Slams de US$ 150 mil, entre eles um no Rio de Janeiro, e um torneio chamado World Masters, que copia a Masters Cup do tênis e terá os oito melhores de cada categoria, com premiação de US$ 200 mil.

A mudança é um show. O judô tem muito potencial de crescimento mundial e montar um ranking e uma hierarquia de torneios engrandece muito a modalidade. Agora é preciso escolher um modelo que permita às confederações nacionais bancar tantas viagens durante o ano.

Para isso, é preciso que a FIJ organize e amplie sempre as premiações e incentive os atletas com facilidades nas hospedagens. É bom lembrar: o tênis é um sucesso de público e dinheiro porque os jogadores são tão bem remunerados e têm tantos benefícios que os torneios nunca estão esvaziados e os tenistas se focam apenas em jogar.

Gostei muito dessa!

Baixa nas piscinas: Jodie Henry

As piscinas de Pequim não terão o charme e o talento da bicampeã olímpica Jodie Henry. A australiana foi o maior nome da natação feminina em Atenas-2004, tendo finalizado a competição com vitórias nos 100m livre, 4x100m livre e 4x100m medley.

A australiana vinha tendo problemas de contusão, o que a ajudou a ficar muito desmotivada nos treinos. Ela ainda conseguiu fazer um bom Mundial de Melbourne no ano passado, mas mesmo assim foi ofuscada pelo brilho da compatriota Libby Lenton, que deixou o torneio com cinco ouros.

A equipe australiana perde com a saída de Henry. Mas a reposição na natação feminina de lá é tão grande que os revezamentos 4x100 livre e 4x100 medley da Austrália continuam virtualmente imbatíveis.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

CBF negocia com clubes a liberação de craques para Pequim

Para mim é um absurdo, mas a CBF está tendo que negociar com os clubes europeus a liberação de craques brasileiros para as Olimpíadas de Pequim. É incrível como times famosíssimos tenham uma visão equivocada e pequena de não liberarem seus astros para os Jogos.

Para eles, só a Copa do Mundo interessa. Vocês já viram algum time negar liberação para seus atletas participarem da Copa do Mundo? Óbvio que não, pois isso valoriza o jogador.

Mas eu me pergunto: por que eles não consideram as Olimpíadas importantes? Esportivamente, os Jogos Olímpicos são mais importantes do que uma Copa do Mundo. Há muito mais países envolvidos nas Olimpíadas, gente que não gosta de Copa e pode ver os futebolistas em ação nos Jogos.

Acho engraçado o Milan não querer liberar o Kaká. O diretor Leonardo, que foi campeão mundial em 1994, diz que há um contrato a ser seguido. Concordo, mas há também um bom senso a ser seguido. Se o jogador quer estar em Pequim, do que adianta ter ele no San Siro e com a cabeça na China?

Volto a dizer que duvido que Kaká e Robinho fiquem de fora dos Jogos, mas eu acho que está na hora de a Fifa estabelecer regras que protejam as seleções nacionais dos clubes.

O modelo atual privilegia os times, que se sentem no direito de vetar a participação de atletas nas competições internacionais. Isso só acontece no futebol. Aposto que vocês nunca imaginaram isso no vôlei ou no basquete.

Fifa, vamos acordar!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Yao Ming: angústia para mais de bilhão

A fratura no pé do chinês Yao Ming em jogo do Houston Rockets, na NBA, é uma pena. Isso para nós, brasileiros e amantes do basquete. Para os chineses, é um verdadeiro desastre.

Para os chineses, a chance de não ter o gigante de 2,29m nas Olimpíadas equivaleria a não termos Kaká na seleção brasileira atualmente. Yao Ming é simplesmente o maior ídolo do esporte chinês.

Sua ida para os EUA foi um grande evento promocional e publicitário da China. Sua imagem será muito explorada nos Jogos de Pequim caso ele dispute as Olimpíadas.

Digo mais, não acharia impossível ser Yao Ming o portador final da tocha olímpica em 8 de agosto. Faria algum sentido. Mas esperemos para ver a recuperação dele.

Mas aqui vai o meu palpite afiado. Acho difícil ele ficar de fora. Se eu bem conheço a China, seu governo e suas práticas esportivas, até contundido Yao será convocado para os Jogos. Eu que não queria estar na pele do técnico da seleção chinesa de basquete!

Boxe: as chances do Brasil

Na ordem alfabética, a próxima modalidade a ser analisada seria o beisebol, mas já que no Brasil ela tem pouca ou quase nenhuma representatividade, passamos para o boxe.

Infelizmente, o boxe olímpico brasileiro está aquém do nível que poderia estar. Em Olimpíadas, sempre vemos nossos atletas eliminados rapidamente das suas chaves. O domínio cubano é tão grande que deixa pouca margem de vitória para nós.

Mesmo assim, é uma inferioridade acentuada que não se justifica. Em Atenas-2004, apenas Eduardo de Oliveira venceu uma luta. Mesmo assim, ele foi derrotado logo no segundo combate.

Se analisarmos o boxe profissional, veremos que ele também não tem lá grandes resultados por aqui. Éder Jofre e Acelino Popó brilharam, mas é muito pouco para uma modalidade tão importante mundialmente.

Então a questão que fica aqui é: por que temos tanta dificuldade de desenvolver um esporte como o boxe, que teoricamente não exige um custo muito grande com equipamentos e é amplamente difundido?

Acredito que a modalidade exige uma reformulação, já que não vemos bons representantes para Pequim-2008 também. Sem profissionais bons, nunca teremos uma base boa. Centros de treinamento, escolinhas e divulgação são as armas que faltam para nossos socos serem certeiros.

Chances de medalha: 0,0001%
Chances de ouro: 0%

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Murer empata com Isinbayeva

Calma lá, gente. Foi um empate que não foi tudo isso.

Lógico que um salto indoor de 4,61m é muito bom, mas Isinbayeva havia conseguido essa marca na primeira tentativa em meeting de Clermont Auvergne, na França. A nossa Fabiana Murer obteve apenas na terceira marca.

Depois disso, Isinbayeva foi tentar saltar 4,96m para um recorde mundial indoor. Por isso ela não obteve uma marca maior do que a de Murer, mas ficou com o ouro por ter conseguido os 4,61m em uma tentativa anterior à da brasileira.

Mesmo assim, muito bem, Fabiana!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Duas idéias: IBE e CTAB

Olá, leitores. Dei uma de político e inventei duas siglas para registrar idéias que poderiam engrandecer o esporte no Brasil.

IBE: Instituto Brasileiro do Esporte. Seria uma versão brasileira do AIS (Australian Institute of Sport). O Instituto Australiano de Esporte é um modelo mundial. Um local construído e idealizado para a formação esportiva de base e de excelência.

Poderíamos imitá-los nisso. A população australiana tem traços e características parecidos com a brasileira. Um local para formação de técnicos, exames físicos profissionais, desenvolvimento de técnicas e treinamento de base e de alto rendimento poderia reunir muitos talentos do Brasil e elevar o nível do olimpismo por aqui.

Isso elevaria o nível de nossos atletas e treinadores.

CTAB: Centro de Treinamento de Altitude do Brasil. Sim, sei que não temos os Andes ou as Montanhas Rochosas cruzando nosso país. Mas existem, sim, planaltos no Brasil cuja altitude se aproxima de 2.000m acima do nível do mar.

Muitas modalidades mandam atletas para o exterior com o objetivo de os fazerem treinar na altitude, melhorando assim suas capacidades aeróbicas. Natação, atletismo, ciclismo e outras modalidades precisam desse benefício. Fazer um centro de treinamento na altitude aqui é possível! Só falta alguém de cima ter a idéia, pesquisar e colocar em prática.

Assim paramos de gastar dinheiro mandando atletas para treinamento no México, na Espanha e em outros lugares. O local poderia até receber times de futebol que eventualmente disputassem jogos ou torneios na altitude.

Não seria uma boa?

Ufa! Juliana, Parisi e Duran em Pequim

Na última oportunidade da última seletiva, os brasileiros Juliana Veloso, Hugo Parisi e Cassius Duran conquistaram suas vagas nas Olimpíadas de Pequim. Eles disputaram a Copa do Mundo de saltos ornamentais no Cubo D´água, onde ocorrerão as provas dos saltos ornamentais nos Jogos.

Eles se juntaram a César Castro, que já havia conquistado vaga no Mundial de Melbourne, no ano passado. É uma boa notícia, mas que os saltos brasileiros não vão bem, ah, não vão mesmo.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Camilo e Guilheiro salvam a pátria

Após o desempenho ruim das seleções brasileiras nos dois primeiros torneios europeus da temporada, Leandro Guilheiro e Tiago Camilo salvaram literalmente a pátria na etapa de Hambugo da Super Copa do Mundo. Além disso, eles praticamente carimbaram seus passaportes para Pequim-2008, já que foram melhor que os representantes das suas categorias nos torneios anteriores.

Ambos foram bronze em Humburgo e mostraram uma qualidade muito importante: a consistência. Diferentemente de outras estrelas do judô brasileiro, como Luciano Corrêa, João Gabriel Schlittler e João Derly, eles venceram a maioria de suas lutas e deram um recado ao mundo inteiro: não lutam bem só no Brasil.

Em ano olímpico essa qualidade é muito importante. É fundamental estar sempre chegando perto, sempre conquistando medalhas. Ambos são medalhistas olímpicos e sabem disso.

Eles saem na frente na briga pelo pódio em Pequim.

Uma situação ridícula

Só pode ser classificada dessa forma a absurda proposta norte-americana de ficar em uma Vila Olímpica particular em um hotel de Pequim.

Qualquer atleta deve ter como ambição passar algumas noites na Vila Olímpica. É uma honra. Se eu fosse atleta olímpico, podem apostar que um dos clímax dos Jogos para mim seria entrar na Vila.

Imaginem você cruzando com grandes nomes do esporte mundial, almoçando ao lado do seu mais duro adversário e conhecendo pessoas do planeta todo. Realidades diferentes, culturas diferentes, sonhos de vida diferentes, mas um em comum: ganhar uma medalha.

Essa é a essência das Olimpíadas. É patético um país querer ficar de fora disso e ainda dar como desculpa a alimentação da Vila.

Se eles não forem, eu aceito um convite para passar algumas noites nos apartamentos vagos da Vila. Eu não ia reclamar da comida, prometo!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A duvidosa evolução dos saltos ornamentais

Desde a implementação da Lei Agnelo/Piva, muitas modalidades brasileiras mostraram evolução devido ao dinheiro injetado pelo projeto. Novas estruturas, oportunidades de competir no exterior e incentivos alavancaram esportes a patamares nunca vistos antes no Brasil.

Um exemplo bem claro é a ginástica artística. Com uma ótima estrutura no Paraná, um técnico gringo que sabe das coisas e a chance de competir no exterior desde novos, os ginastas brasileiros alcançaram resultados impressionantes, como títulos mundiais e até uma medalha no Individual Geral em Mundial.

Mas há uma modalidade que ainda nos deixa na dúvida sobre essa evolução pós-Agnelo/Piva. Os saltos ornamentais conquistaram bons resultados internacionais nos últimos anos. Mas o esporte ficou nisso: bom, não excepcional como a ginástica.

Quando Juliana Veloso e Cassius Duran começaram a aparecer em 1999, esperava-se uma evolução constante. Até nos alegramos com a final olímpica de César Castro em Atenas-2004, mas isso é muito pouco para avaliarmos um trabalho como excepcional.

Atualmente, apenas César está classificado para Pequim-2008. E o pior: os demais atletas estão suando para conseguir uma vaga apenas na repescagem da Super Copa do Mundo na China. Ou seja, podemos até caracterizar isso como involução.

Sei que há a eterna (e coerente) reclamação de que os recursos da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) são engolidos pela natação em detrimento dos saltos, do pólo aquático e do nado sincronizado. Mesmo assim, há de se ter olhos críticos quanto ao desempenho dos saltos brasileiros.

Este ano é o ano para provar que não foi uma esteira passageira e sim uma base contínua. Se os resultados não vierem, teremos maus prognósticos para o futuro da modalidade.

Judô brasileiro continua mal em preparação

Alguém acorde os judocas brasileiros.

A equipe nacional continua mal nos torneios preparatórios e que servem como seletiva interna para as Olimpíadas de Pequim. Nesta sexta-feira, o Brasil foi mal na Super Copa do Mundo de Hamburgo.

O bicampeão mundial João Derly não competiu devido a dores musculares. Assim, ficou para Alexandre Lee, Daniela Polzin e Erika Miranda a missão de conseguir um bom desempenho. Nenhum deles foi bem.

Alexandre Lee perdeu logo na estréia da categoria até 60kg para o armênio Hovhannes Davtyan. Ele venceu só duas lutas na repescagem e ficou de fora da batalha pela medalha de bronze.

Polzin também caiu na estréia, na categoria até 48kg, diante da israelense Roni Schwarcs. Na categoria até 52kg, Erika Miranda foi derrotada no primeiro combate por Aynur Samat, da Turquia.

Sábado tem Tiago Camilo. Salve-nos, Tiago!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Ginástica dissolve seleção permanente; vamos ficar de olho

A seleção brasileira permanente de ginática artística será dissolvida após as Olimpíadas de Pequim devido à mudança de diretoria na Confederação Brasileira de Ginástica. Os clubes comemoram, mas fica a pergunta: será que vai ser positivo para o esporte no país?

Acho impossível dar essa resposta agora, mas lembremos de um fato: os resultados começaram a aparecer em peso quando a seleção foi reunida em Curitiba sob a direção de Oleg Ostapenko. Não que seja impossível as meninas darem certo treinando cada uma em um clube, mas acho que não era a hora de mudanças.

Quem pensa que a ginástica brasileira já se estabeleceu como modalidade de ponta se engana. Temos uma tradição muito recente e que ainda não gerou medalhas olímpicas. Tendo a pensar que, se um trabalho está surtindo efeito, ele deve continuar até mostrar que o modelo seguido não serve mais.

Até este momento, só vimos evolução da modalidade, então eu preferia ver a seleção unificada, com ou sem exposição para os clubes.

Mas na verdade só saberemos o rumo dessa história após Pequim, quando poderemos analisar os resultados das atletas sob orientação de clubes. Até lá, é torcida para dar tudo certo na China.

Cingapura recebe Jogos da Juventude; Bom para o Rio

A cidade de Cingapura foi escolhida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) como sede dos primeiros Jogos Olímpicos da Juventude, que serão realizados em 2010.

Os asiáticos venceram a capital russa, Moscou. Pelo menos superficialmente, essa vitória é positiva para a candidatura do Rio a 2016. Isso porque uma cidade sem grandes tradições esportivas venceu outra muito mais gabaritada historicamente.

O Rio precisará de uma vitória parecida para sediar as Olimpíadas de 2016. A Cidade Maravilhosa tem Chicago, Tóquio e Madri como principais concorrentes. As três têm experiência em grandes eventos e Tóquio já sediou os Jogos, em 1964.

Joanna pediu, Joanna levou!

Eu disse, avisei, falei que não foi o melhor momento para Joanna Maranhão denunciar o suposto abuso sexual que sofrera de um treinador quando criança. E realmente o que eu tinha medo aconteceu: o técnico Eugênio Miranda acionou a nadadora na Justiça, vai estender a polêmica com a atleta e desfocá-la totalmente na busca por uma vaga em Pequim e talvez um bom desempenho na China.

Ninguém aqui acredita que Joanna tem grandes chances nas Olimpíadas. Pelos resultados dela nos últimos quatro anos, uma classificação já seria um ótimo feito. Final seria um desempenho heróico.

Mesmo assim, foi inoportuna essa declaração neste momento de muitos treinos e superação. Joanna nadou para 4min40s00 na final de Atenas-2004, conquistando um histórico quinto lugar. De lá para cá, nadou uma vez pra 4min46s, duas pra 4min47s e uma porção para acima de 4min50s.

É uma piora inexplicável para essa promessa das piscinas. Ou melhor, cada dia ela se torna mais explicável. Joanna é impulsiva e inexperiente.

Um atleta pode ser impulsivo, desde que tenha experiência e cabeça suficiente para lidar com essa caracterítica. Joanna não tem. Por isso ela se perde quando as coisas estão começando a dar certo para ela.

O técnico Eugênio Miranda declarou que a nadadora está tentando desviar o foco do seu mau desempenho nas piscinas. E muita gente vai acabar pensando isso.

Alguém com mais experiência deve instruí-la a “sumir” agora. Se focar nos treinamentos e tentar deixar de lado, pelo menos por enquanto, essa denúncia feita à GE.Net.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A polêmica do ar poluído de Pequim

Vários atletas têm reclamado da poluição de Pequim. Principalmente aqueles que praticam modalidades que demandam mais preparo aeróbico sofrem muito com o ar lotado de carbono.

Maratonistas, ciclistas, remadores e outros atletas sofrem muito nessas condições e até já pediram mudanças dos locais de competição para longe da cidade-sede dos Jogos Olímpicos.

Entendo o lado dos atletas. Deve ser difícil se concentrar na prova sabendo que você esta respirando menos oxigênio do que poderia. Entretanto, acho que não tem fundamento um pedido de mudança de local.

Primeiro porque os locais foram definidos ainda na candidatura chinesa e seria injusto até com as cidades que concorreram com Pequim mudar as instalações olímpicas após a decisão.

Segundo porque os comissários do COI (Comitê Olímpico Internacional) escolheram Pequim sabendo dos seus problemas e qualidades. Sabiam da poluição e a escolheram. Não cabe agora uma reclamação quanto a isso por parte dos atletas.

Eles que tivessem feito campanha contra a cidade na época da candidatura.

Apenas para registro, nenhuma cidade brasileira era candidata em 2008.

O esporte cubano pós-Fidel


O fato político mais importante deste ano até então também trás implicações no cenário esportivo mundial. A renúncia de Fidel Castro à presidência de Cuba coloca um ponto de interrogação sobre o que será dessa potência olímpica daqui pra frente.

Profundo incentivador dos esportes, principalmente os olímpicos, Fidel Castro entendeu que o desempenho dos atletas poderia ser uma boa propaganda positiva mundial do regime socialista na ilha caribenha. Ele investiu pesado nas modalidades e ajudou a produzir lendas como Javier Sotomayor e Mireya Luis.

De fato Cuba se tornou uma potência olímpica. Mas, junto com as conquistas, veio também a deserção de muitos atletas que, quando viajavam para um país estrangeiro, se evadiam da delegação para tentar a sorte em um lugar onde poderiam ganhar mais dinheiro e terem um pouco mais de liberdade.

O regime cubano continua causando controvérsias. Seus defensores são ferrenhos. Seus críticos não poupam palavras. Mas onde fica o esporte nisso tudo?

Acho difícil uma base bem-montada em um país passar a ser mal-aproveitada apenas devido a uma troca de governante. Mas, como o passar de alguns anos, se os novos governantes negligenciarem o esporte, podemos ver sim Cuba cair e muito nos quadros de medalhas dos principais eventos esportivos.

Aos amantes do esporte, resta torcer para que essa ilha continue produzindo seus fenômenos das pistas, tatames e ringues.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Há limites para os recordes?

Uma reportagem publicada na revista Veja nesta semana suscitou um tema interessante. Quais são os limites do corpo humano? Os recordes uma hora vão parar de ser batidos?

Já vi muita gente falando que sim e muita gente falando que não. Para mim, há sim limites para os recordes. É um raciocínio matemático, e a matemática é uma ciência perfeita e exata.

Meu raciocínio é simples: nunca nenhum homem correrá os 100m rasos em 5 segundos ou nadará os 100m livre em 30 segundos, nem lançará o dardo a 1km de distância. Essas são afirmações que podemos assumir como verdadeiras. Daí já temos uma certeza: há limites para recordes.

O perigo é estabelecer quais serão esses recordes definitivos. Os especialistas ouvidos pela revista disseram que ninguém jamais correrá os 100m rasos abaixo de 9s67. Acho um raciocínio equivocado. Acredito que seja bem possível correrem mais rápido do que isso dentro de 20 anos talvez.

É temerário estabelecer esses limites, mas um dia eles serão alcançados. Uma alternativa para esse impasse seria talvez levar os milésimos de segundo e os milímetros para as contagens. Assim teríamos mais pano na manga para acreditarmos em recordes.

É interessante observar que algumas modalidades estão mais perto dos seus limites do que outras. O atletismo vive uma estiagem de recordes mundiais. Tirando Isinbayeva e Powell, poucos têm conseguido essas marcas ultimamente.

Já a natação não pára de melhorar. Há pouquísssimos recordes antigos e apenas neste fim de semana vimos três recordes mundiais caírem.

De qualquer forma, os limites ainda estão longe de serem atingidos. Enquanto isso, curtimos a grande possibilidade de assistirmos a esses fatos históricos corriqueiramente.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Powell diz que enfrentará dopados

O recordista mundial dos 100m rasos, o jamaicano Asafa Powell (9s74), afirmou nesta segunda-feira que competirá contra atletas dopados na Olimpíadas de Pequim.

A polêmica declaração obviamente tem como alvo os norte-americanos, que vêm sofrendo com constantes casos de velocistas pêgos nos exames antidoping, como Marion Jones, Tim Montgomery e Justin Gatlin.

Sou contrário a declarações como as de Asafa Powell. Pode soar como uma desculpa em caso de nova derrota, mas até entendo o ponto do jamaicano. Afinal, eu não ponho a mão no fogo por nenhum atleta dos EUA no atletismo. Bom, não ponho por Powell também, mas com os norte-americanos a suspeita é sempre maior.

De qualquer forma, Powell espera que sua declaração eventualmente cause uma maior inspeção das autoridades e freie o ímpeto dos "dopeiros" dos EUA. Tudo é válido em ano olímpico!

Thiago vence, Kaio vai bem e Kirsty brilha

Como havíamos previsto, Thiago Pereira realmente não brilhou, mas venceu os 200m medley no GP de Missouri nesta segunda-feira. Ele marcou 2min00s24, longe do seu recorde sul-americano de 1min57s79.

O norte-americano Michael Phelps, recordista mundial com 1min54s98, não participou da prova, o que ajudou Thiago a sair com o ouro da distância pelo segundo ano consecutivo.

Thiago está em fase pesada de treinamentos e não pensava em melhorar tempos, mas a competição foi válida como teste. Estranho foi o rendimento do rival dele Ryan Lochte, dos EUA. O recordista mundial dos 200m costas foi muito mal em todo o torneio. Pra mim, está escondendo o jogo. Nadou até de sunguinha, nada de roupa especial.

Kaio Márcio de Almeida ficou em 3º nos 100m borboleta com o bom tempo de 22s60. Para esta época, foi uma marca positiva. Michael Phelps novamente derrotou seu freguês Ian Crocker: 51s52 contra 52s00.

Para finalizar, a nadadora de Zimbábue Kirsty Coventry concluiu a competição com duas ótimas marcas. Ela venceu os 100m costas (sem Natalie Coughlin) com 59s47, recorde africano e apenas 26 centésimos pior que o recorde mundial da norte-americana Coughlin.

Achei ainda mais expressivo os 200m medley de 2min10s08, derrotando a favorita norte-americana Katie Hoff e ficando a poucos centésimos do possivelmente dopado recorde mundial da chinesa Yanyan Wu, de 1997, com 2min09s72.

Em breve faremos um balanço sobre o campeonato.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Show de recordes: é a vez de Natalie Coughlin

Desculpem-me leitores por estar concentrando os comentários muito na natação neste fim de semana, mas o que está acontecendo nas piscinas é digno de ser registrado.

Agora foi a norte-americana Natalie Coughlin que quebrou o recorde mundial dos 100m costas nas eliminatórias da prova, com 59s21, baixando em 23 centésimos a marca anterior, que era dela mesmo.

Mas fiquem atentos. A recordista dos 200m costas, Kirsty Coventry, do Zimbábue, fez um tempo espetacular de 59s61. A final vai pegar fogo e acho que o recorde cai novamente, só não sei por quem.

Sullivan quebra recorde mundial dos 50m livre!!!!

Absurda!

Essa foi a performance do australiano Eamon Sullivan no campeonato New South Wales em sua terra natal. Neste domingo, ele quebrou o recorde mundial dos 50m livre, a prova mais rápida da natação mundial, com 21s56.

Ele baixou a marca anterior de 21s64 do russo Alexandr Popov, de 2000. Foi um tempo muito inesperado, já que o melhor de Eamon era 22s00.

A quebra de recorde é um marco na natação mundial e estabelece um nível jamais visto na natação mundial. Atualmente temos cerca de 10 atletas em condição de nadar para 21s. Isso nunca ocorreu.

Sullivan desde já se coloca como um forte candidato ao ouro em Pequim. Ainda neste domingo, ele abriu o revezamento 4x100m livre do seu clube para 48s11, quebrando o recorde australiano e se firmando como o terceiro melhor de todos os tempos na prova dos 100m livre.

César Cielo terá trabalho nas Olimpíadas. Sullivan começou a despontar apenas no começo de 2007 e de repente quebra um recorde tão forte. Incrível.

Domingo péssimo para o judô brasileiro

Tanto homens quanto mulheres foram muito mal nas competições de judô disputadas na Europa neste domingo, na Áustra e na Hungria.

Flávio Canto perdeu em sua primeira luta e praticamente deu adeus ao sonho olímpico. O campeão mundial Luciano Corrêa também saiu logo na primeira luta. João Gabriel Schlittler chegou mais longe, mas não conseguiu brigar por uma medalha.

Cielo é ouro, mas se recorde

Diferentemente do que eu havia previsto, César Cielo não nadou para 21s nos 50m livre em Missouri. O brasileiro venceu a prova com 22s01, sua segunda melhor marca pessoal.

Atrás dele veio de perto do francês Fred Bousquet, com 22s05. O atual campeão olímpico, Gary Hall Jr, foi o oitavo, com 22s71.

Hoff brilha e Rodrigo melhora


A norte-americana Katie Hoff continua assustando as concorrentes do meio-fundo feminino durante o GP de Missouri de natação. Depois de quase bater o recorde mundial dos 400m livre, ela fechou os 200m livre com 1min56s08, ficando a pouco mais de meio segundo da marca de Laure Manaudou.

Ela quebrou o recorde norte-americano, que antes pertencia a Natalie Coughlin, com 1min56s43, feitos durante o Mundial de Melbourne, no ano passado.

Na prova masculina, Michael Phelps levou com 1min45s71. Uma ótima marca, mas longe dos assustadores 1min43s86 que ele marcou em Melbourne. Na final B, a vitória ficou com o brasileiro Rodrigo Castro, que melhorou bem em relação às semifinais e fechou com 1min49s60.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Isinbayeva: a mulher dos recordes

É incrível a capacidade de Yelena Isinbayeva de se superar. De vez em quando penso que ela consegue saltar bem mais do que faz nas competições, mas esconde o jogo só para dar mais graça.

Obviamente isso é uma brincadeira, mas a russa quebrou neste sábado, em Donetsk, o recorde mundial do salto com vara indoor, com 5,95m, superando em 2 centímetros a antiga marca, que era dela mesmo.

O engraçado foi como ela obteve o resultado. Ela teve de tentar três vezes um salto para superar 5,87m. Depois foi duas vezes tentar quebrar o recorde mundial com 5,94m. Sem sucesso.

Na terceira tentativa, ela deu um "não quero nem saber" e pediu para aumentarem a barra em 1cm. A aposta valeu a pena.

Isinbayeva só perde o ouro nas Olimpíadas se ficar contundida ou se algo de muito errado acontecer com ela.

Outro recorde mundial caiu no atletismo neste sábado. O etíope Kenenisa Bekele superou a marca do compatriota Haile Gebreselassie nas 2 milhas, prova não olímpica, em Birmingham. O fundista finalizou o percurso em 8min04s34, contra 8min04s69 do recorde antigo.

Sarah é bronze na Hungria

As seleções brasileiras de judô masculina e feminina estão disputando torneios seletivos para as Olimpíadas neste fim de semana. Enquanto homens participam da etapa da Copa do Mundo na Áustria, as mulheres estão na Hungria pelo mesmo propósito.

Neste sábado, tivemos como melhor resultado o bronze de Sarah Gabrielle Menezes na categoria até 48kg. Ela venceu duas lutas e chegou até as quartas-de-final, quando foi derrotada pela romena Alina Dumitru, vice-campeã. Depois, ela se deu bem na repescagem até subir no pódio.

Com esse resultado, Menezes se credencia à vaga brasileira dessa categoria para os Jogos de Pequim.

Entre os homens, o melhor resultado foi as quartas-de-final alcançada por Victor Bernalber na categoria até 73kg.

O bicampeão mundial João Derly não foi bem. Ele perdeu logo na segunda luta para o italiano Giovanni Casale. Na repescagem, ele foi derrotado no primeiro combate pelo venezuelano Ludwing Ortiz.

Amanhã tem Canto, Corrêa, Schittler e outros bons judocas, mas o Brasil está devendo por enquanto nas competições européias.

Cielo 2º para os 50m livre

Assim como fez nos 100m livre, César Cielo se classificou na segunda posição nas elimnatórias dos 50m livre, com 22s31. Ele ficou atrás novamente do norte-americano Matt Grevers, com 22s28.

Novamente muita gente bom ficou de fora da final, como o sul-africano Roland Schoeman.

Se pegarmos como base a melhora dele nos 100m livre das eliminatórias para as finais, podemos esperar uma performance para 21s no domingo. Quem sabe um recorde sul-americano. A atual marca é de 21s84, do Pan.

Katie Hoff assusta Manaudou

Depois de vencer os 100m livre, a norte-americana Katie Hoff deu um show na manhã deste sábado no GP de Missouri. Ela venceu os 400m livre com 4min20s20, novo recorde do seu país e a apenas 7 centésimos do recorde mundial da francesa Laure Manaudou.

É um absurdo. Ninguém achava que poderiam chegar perto desse recorde, mas Hoff mostrou que Manaudou terá de treinar muito e baixar seu tempo para defender o título olímpico de 2004.

Kaio show só perde de Phelps

Kaio Márcio de Almeida realmente se poupou nas eliminatórias dos 200m borboleta na sexta-feira. Neste sábado ele mostrou serviço e ficou com a prata no GP de Missouri com o tempo de 1min56s44, sua segunda melhor marca, atrás apenas dos 1min55s45 do Pan 2007.

O paraibano ficou atrás apenas do norte-americano Michael Phelps, que nadou muito e finalizou a prova em 1min53s31, o segundo melhor tempo de todos os tempos, mas ainda longe do inimaginável 1min52s09 que ele fez no Mundial de Melbourne, em 2007.

Com esse resultado, Kaio mostra que está no caminho certo para Atenas. Nadando de manhã e vindo de treino pesado, ele se coloca no bolo dos cinco ou seis melhores do mundo na prova.

Cai um dos recordes mais antigos da natação mundial

A nadadora do Zimbábue Kirsty Coventry entrou para a história neste sábado. Campeã olímpica dos 200m costas em Atenas-2004, a africana quebrou o recorde mundial da distância no GP de Missouri, com o tempo de 2min06s39, quebrando a marca de 2min06s62 da lendária húngara Krisztina Egerszegi, de 1991.

É uma marca histórica. Coventry treina há muitos anos nas universidades norte-americanas, mas sempre é um feito e tanto ser da África, ter menos estrutura, e quebrar uma marca tão importante.

Egerszegi era uma nadadora fantástica. Várias vezes campeã olímpica, foi hegemônica no nado costas durante boa parte da década de 90. Ela finalizava as provas vários corpos à frente das adversárias. Neste sábado foi a vez de Coventry, que chegou mais de 4s à frente do resto.

Kirsty se coloca mais do que nunca no patamar de favorita ao bi da prova em Pequim. Acho que ela não perde de jeito nenhum. E ainda pode ameaçar a norte-americana Natalie Coughlin nos 100m costas.

Fantástico, Kirsty!

Cielo é ouro com recorde sul-americano nos 100m livre

Que bela notícia tivemos neste sábado no GP de Missouri de natação. César Cielo quebrou o recorde sul-americano dos 100m livre com o tempaço de 48s49, superando em dois centésimos a marca estabelecida por ele mesmo no Mundial de Melbourne, em 2007.

Cielo foi o dono da prova. O segundo colocado foi o norte-americano Matt Grevers, com 49s61, mais de 1s atrás do brasileiro. Que bela prova!

Os campeões olímpicos sul-aficanos Lyndon Ferns, Roland Schoeman e Ryk Neethling ficaram para trás, em 3º, 4º e 7º, respectivamente.

Nas finais B e C, Rodrigo Castro marcou 50s31 e Thiago Pereira, 50s70, ambos melhorando as marcas das eliminatórias.

Adam Nelson passa para 3º All Time no arremesso de peso

O norte-americano Adam Nelson se estabeleceu de vez como favorito ao ouro olímpico do arremesso de peso. O atleta marcou 22,40m no Tyson Invitational, em Fayetteville (EUA), e se tornou o terceiro melhor no ranking mundial de todos os tempos na prova.

Agora ele está atrás apenas do compatriota recordista mundial Randy Barnes (22,66m) e do alemão Ulf Timmermann (22,55m). Estas duas marcas foram feitas em 1989. Ou seja, o arremesso de Nelson foi o melhor dos últimos 19 anos.

Esse recorde mundial é mais um daqueles da "era do doping livre" da década e oitenta. Havia muito pouca fiscalização e muitas marcas do atletismo feitas na época permanecem até hoje. Portanto, isso engrandece ainda mais o feito de Nelson.

Dois tempos fenomenais na natação

Calma, blogueiros, ainda não rolaram as finais em Missouri. Os tempos foram feitos nas eliminatórias nos EUA e em uma competição na Austrália.

Em Missouri, a norte-americana Katie Hoff, de apenas 18 anos, marcou 4min04s44 nos 400m livre, ficando a pouco mais de dois segundos do recorde mundial da francesa Laure Manaudou. Não acredito que ela bata a européia em Pequim-2008, mas está começando a preocupar a adversária.

Hoff viveu uma situação inusitada em Atenas-2004. Ela chegou à Grécia com o melhor tempo do mundo nos 400m medley, aos 15 anos. Quando todos esperavam um ouro, ela conseguiu piorar 10 segundos do seu tempo e nem sequer à final foi. Lembro-me bem da cena daquela adolescente chorando sentada à beira da piscina. Inexperiência.

Depois, entretanto, ela se recuperou e quebrou o recorde mundial dos 400m medley no Mundial de Melbourne, neste ano, com 4min32s89.

O outro tempaço é preocupante para o Brasil. O velocista australiano Eamon Sullivan não pára de melhorar! E nesta sexta-feira ele fechou os 100m livre em 48s28 em competição na sua terra natal.

Foi a melhor marca de Eamon, que anteriormente possuía um 48s47, marcados na final dos 100m livre no Mundial de Melbourne em 2007. Sim, foi ele que tirou o bronze de Cielo no Mundial, por quatro centésimos. Agora o nadador australiano evolui bem e entra para o grupo dos dez melhores dos 100m livre de todos os tempos.

Vamos lá Cielão, correr atrás deles!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Thiago nada mal e fica fora da final dos 200m costas

Pelos resultados do primeiro dia, imagino que Thiago Pereira esteja treinando muito pesado mesmo, e nem um pouco preocupado com os resultados no Grand Prix do Missouri. Ele ficou apenas em 11o nas eliminatórias dos 200m costas, com o tempo de 2min05s34.

Para os leitores terem uma idéia, o brasileiro venceu os Jogos Pan-Americanos com 1min58s42. Ou seja, não foi um tempo de Thiago. Para mim, foi um tempo de alguém que está preocupado apenas em treinar muito.

Assim, Thiago ficou com a final B para este sábado. Creio que não teremos ótimos tempos dele nessa competição.

Kaio na final com tempo regular


O borboletista brasileiro Kaio Márcio de Almdeida também chegou à final do Grand Prix de Missouri. Ele foi o 5o nas eliminatórias dos 200m borboleta, com o tempo regular de 1min59s64.

O norte-americano Michael Phelps mostrou a que veio e ficou com o primeiro lugar, tendo marcado 1min55s26. É um tempo bem interessante para eliminatórias. Podemos esperar pelo menos um 1min53s neste sábado pela manhã.

O tempo de Kaio poderia ser melhor, mas ele pode estar se poupando para nadar bem a final. O segundo das eliminatórias foi Davis Tarwater, com 1min57s53. Como a melhor marca de Kaio é 1min55s45, podemos esperar uma medalha.

O também brasileiro Gustavo Calado nadou relativamente bem e raspou a final. Ele ficou em 9º, com o tempo de 2min01s26. Se fosse 7 centésimos mais rápido, estava entre os oito melhores.

Cielo 49s07: 2º nas eliminatórioas


O velocista brasileiro Cesar Cielo começou bem sua trajetória no Grand Prix de Missouri de natação nesta quinta-feira. Nas eliminatórias dos 100m livre ele marcou 49s07 e ficou com a segunda posição, atrás apenas do norte-americano Matt Grevers, que fez um impressionante 48s59.

É um dos melhores tempos de Cielo, que, pelas minhas contas, já nadou cerca de sete vezes na casa dos 48s. Grevers era um atleta apenas regular no nível dos EUA, mas que agora desponta como um dos candidatos do país nas provas de velocidade.

Cielo superou nomes como os sul-africanos Roland Schoeman (49s92) e Ryk Neethling (50s06), campeões olímpicos do revezamento 4x100m livre em Atenas-2004. O norte-americano Neil Walker, integrante do revezamento recordista mundial do 4x100m livre, também foi para a final, com 50s00.

Os tempos das eliminatórias em geral não foram fortes, com Neethling sendo o oitavo classificado. Os outros brasileiros tiveram desempenho apenas regular. Rodrigo Castro foi o 13º, com 50s41, e Thiago Pereira finalizou em 20º, com 50s84.

Teve muita gente boa ficando de fora da final: Ryan Lochte, Salim Iles, Milorad Cavic, Fred Bousquet, Simon Burnett, entre outros.

As finais acontecem no sábado pela manhã.

COI entra no século 21 e permite blogs; Odepa continua pré-histórica

O (COI) Comitê Olímpico Internacional) tomou uma decisão de bom senso nesta quinta-feira: permitiu que atletas tenham blogs e os atualizem durante as Olimpíadas de Pequim, de 8 a 24 de agosto. Parece uma coisa tão banal, mas que conseguiram transformar em polêmica durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

O que acontece é que a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) vetou a atualização de blogs pessoais dos atletas durante o Pan. Ela alegou que os sites pessoais poderiam interferir nos direitos autorais e de cobertura da mídia oficial cadastrada no evento.

Que balela! Até parece que alguém deixa de ler uma Folha de S. Paulo ou um site sensacional de esportes como o UOL e a Gazeta Esportiva.Net apenas porque encontra informações nos blogs pessoais dos esportistas.

Nos seus blogs, muitos atletas revelam fatos interessantes sobre a competição e que ficam longe da mídia tradicional, pois durante as entrevistas os esportistas de certa maneira são induzidos pelos repórteres a responderem apenas o que lhes perguntam. Certamente que, após uma coletiva, fica algo engasgado ou algum detalhe interessantíssimo que passou batido perante a mídia.

Além disso, alguns atletas ficam claramente tímidos em frente às câmeras e microfones e só conseguem se abrir quando estão sozinhos (no caso, escrevendo).

O COI estabeleceu algumas regras para o uso dos blogs. Entre elas, os atletas não podem postar imagens pessoais que mostrem eles nos locais de competição. Também será proibida a veiculação de propagandas nas páginas pessoais.

"O COI considera blog um formato legítimo de expressão pessoal e não uma forma de jornalismo", afirmou o COI. "Será requerido que os autores de blogs se atenham ao relato de suas experiências." É um avanço tímido ainda, mas necessário.

Essa batalha contra os blogs dos atletas me parece amplamente estúpida. É uma guerra similar à travada entre gravadoras musicais e programas de download de arquivos MP3. Era uma disputa perdida. E foi. A batalha da Odepa contra os blogs é igual. Não há freios para a informação e a tecnologia.

Lembro-me que, ainda em 2004, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) vetou cadastramento para sites esportivos nas Olimpíadas de Atenas. Leitores, vejam bem, já era 2004 e a entidade oficial do esporte nacional não reconhecia sites como imprensa. Não sei se isso mudou para Pequim, mas espero que sim.

Bem-vindos ao século 21, dirigentes.

Bonze para Bispo em Atenas

O saltador brasileiro Rogério Bispo faturou nesta quarta-feira a medalha de bronze no Metting indoor de Atenas de atletismo. Ele conseguiu a marca regular de 7,91m no salto em distância e ficou com o panamenho Irvin Paladino, com 8,42m.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Olhos atentos em Missouri até segunda!!!


Começa nesta sexta-feira e vai até a próxima segunda o Grand Prix do Missouri de natação, nos EUA. Vou ficar ligado o tempo todo em tudo o que rolar por lá.

Estarão na piscina a maioria das estrelas norte-americanas (inclusive Michael Phelps, a maioria das estrelas brasileiras, incluindo Thiago Pereira, Kaio Márcio, César Cielo, Rodrigo Castro e Henrique Barbosa, e mais um grande número de nadadores internacionais tops de linha.

É uma competição muito importante. Não pelos tempos, pois a maioria dos atletas está em fase pesada de treinamentos para as Olimpíadas e não devem fazer suas melhores marcas. Mesmo assim, é bom para vermos em que patamar os grandes nomes mundiais podem chegar às Olimpíadas.

Foi em Missouri, no ano passado, que Thiago Pereira quebrou o recorde sul-americano dos 200m medley pela primeira vez em 2007, nadando para 1min59s19, deixando para trás a marca do evento-teste dos jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, com 1min59s48.

Depois, o brasileiro quebraria mais três vezes a marca. Fez 1min58s65 no Mundial de Melbourne, onde foi quarto, estabeleceu 1min58s64 no Troféu Maria Lenk, e detonou no Pan, quando venceu com 1min57s79.

Também em Missouri Michael Phelps mostrou que a temporada seria dele. Mesmo de cavanhaque e em ritmo pesado de treinamentos, ele marcou o novo recorde mundial dos 200m borboleta, com 1min53s71.

Todos acharam que ele havia se preparado muito para a competição, mas viram que estavam enganados quando o norte-americano fez o absurdo tempo de 1min52s09 no Mundial de Melbourne.

Fãs olímpicos: de olho em Missouri!!!

Acordo de gentlemen e vaga em Pequim


Após algumas colisões e protestos, Robert Scheidt e Lars Grael resolveram fazer um acordo para que a seletiva olímpica brasileira da classe Star não acabasse na sala de reuniões. Ambos os atletas decidiram não protestar mais durante as disputas.

Achei o acordo estranho, já que o protesto é algo previsto na regra da modalidade. Só é preciso de bom senso para fazê-lo.

De qualquer forma, Scheidt e Bruno Prada estavam na frente na hora que decidiu não protestar contra o barco de Lars Grael e Marcelo Jordão. Nesta quinta-feira, a dupla do bicampeão olímpico apenas marcou os rivais e garantiu a vaga nos Jogos da China.

Vejo a vela como um esporte mais previsível do que muitos outros. É bem mais difícil ver Scheidt perder um campeonato do que ver o melhor time do Campeonato Brasileiro sofrer uma derrota.

Diante disso, acho que Scheidt e Prada têm boas chances em Pequim. É bom lembrar também que eles são campeões mundiais da classe.

Quanto ao acordo contra os protestos, fico com ainda mais a impressão que já tinha anteriormente. A classificação olímpica não era tão importante para Lars quanto era para Scheidt. Acredito que ele jamais abriria mão se achasse que realmente teria direito a tirar pontos do rival no Pré-Olímpico. Lars, sim, foi um cavalheiro, que trabalhou em prol da vela brasileira.

Com a classificação de Scheidt, acaba de vez uma dúvida que surgiu lá em 2004, quando o bicampeão anunciou que mudaria para a classe Star, deixando a Laser. Tivemos uma polêmica de três anos sobre se teríamos Scheidt ou Torben Grael nas Olimpíadas. Quando Torben desistiu, faltava só vencer mesmo a seletiva. E ele conseguiu.

Agora, vamos para o tri olímpico com Scheidt!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Guga: Ele é a Lenda

Não é um filme de fim do mundo, mas a despedida do Guga das quadras brasileiras foi o fim de muitas coisas.

Foi o fim da esperança de vê-lo brilhar novamente, foi o fim da sua inesgotável persistência, foi o fim de um ciclo que deveria ser iniciado por um outro atleta brasileiro, mas que por enquanto está vago. Bem vago.

"Não consigo mais". Foi com essa frase, que ninguém gostaria de ouvir, que Guga encerrou seu discurso após a derrota por 2 sets a 0, parciais de 7/5 e 6/1, para o argentino Carlos Berlocq. É uma pena realmente que Gustavo Kuerten tenha um fim desse, mas era o esperado.

Ninguém em sã consciência esperava uma vitória dele sobre Berlocq, mas no fundo a emoção falava mais alto e nos fazia ter uma indevida esperança, principalmente ao lembrarmos de vitórias incríveis como aquela contra Roger Federer no Aberto da França de 2004, por 3 sets a 0.

Ou que tal o jogo contra o desconhecido norte-americano Michael Russel em Roland Garros de 2001? Guga perdia por 2 seta a 0, teve um match point contra e virou a partida das oitavas-de-final para continuar em uma brilhante trajetória até o tricampeonato.

Ou então o jogo contra Max Mirnyi no US Open do mesmo ano. Novamente nas oitavas, Guga perdia por 2 sets a 0. Mirnyi estava consistente. Lembro que desisti de ver o jogo e fui dormir. Não acreditei quando no dia seguinte li na internet que Guga havia vencido o 3º e 4º sets no tie-break e faturado a vitória com um 6/2 na 5ª parcial.

No jogo seguinte Guga foi massacrado pelo russo Yevgeni Kafelnikov, mas já havia feito sua parte.

Aliás, que pena aquele ano de 2001. Vinha sendo o melhor da carreira dele. Seis títulos até a metado do ano. Um ano "Federer" para Guga. Mas as dores do quadril começaram ali mesmo e o impediram de alcançar 10, talvez 11 títulos naquela temporada.

Eu estava em frente à TV em 1997 quando ele derrotou o espanhol Sergi Brugera na final de Roland Garros. Dias após, comprei uma raquete e, junto com amigos do colégio, formamos um campeonato de tênis entre nós na casa de um deles. Tudo por causa do Guga.

Quantos e quantos outros não fizeram a mesma coisa. Até por esse motivo fica a decepção de não ver hoje nenhum fruto de uma era tão promissora para o tênis brasileiro.

Lembro-me bem de uma entrevista que fiz com Guga em um torneio exibição no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, em 2004. Ele sempre atendendo aos jornalistas enquanto sua chata assessora de imprensa tentava tesourar as perguntas de todo mundo.

Mas, assim como Guga não consegue mais, nós também não conseguimos mais vê-lo sofrer para tentar jogar. Apenas agradecemos e esperamos por um milagre em Roland Garros e talvez em Pequim.

Obrigado, Guga!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Bimba: um homem atrás de redenção


Não é possível que um atleta de alto rendimento não fique marcado internamente por uma situação como a que ocorreu com Ricardo Winicki, o Bimba, em Atenas-2004.

Após uma campanha brilhante durante todas as regatas dos Jogos Olímpicos, ele chegou à bateria final na liderança. Se fosse primeiro ou segundo, era ouro certo. Para perder uma medalha, apenas uma combinação que parecia ridiculamente impossível.

Bimba não apenas perdeu o ouro, mas chegou em 17º lugar. A incrível combinação ridiculamente impossivel de posições ocorreu e fez o brasileiro terminar em quarto lugar no geral. Foi com certeza a maior decepção das Olimpíadas de Atenas após o vôlei feminino.

Fico pensando, que, como atleta, Winicki lembrou inúmeras vezes daquela última regata do dia 25 de agosto de 2004. Muitas vezes ao descansar a cabeça no travesseiro deve ter pensado naquilo. Ou enquanto velejava, sozinho, pode ter refletido sobre o que aconteceu de errado naquele dia.

Como o esporte é cruel e não perdoa erros, ele viu um sonho desmoronar de forma avassaladora. Para um atleta, uma medalha olímpica, seja qual cor tiver, é o objeto mais importante a ser alcançado. É como receber uma estaueta do Oscar para um ator ou diretor. Talvez a medalha seja até mais representativa, pois na maioria das vezes não depende de julgamentos, mas sim de resultados.

Diante do tombo ocorrido em 2004, Bimba tem duas alternativas: se conformar com aquele deslize e sofrer eternamente pelo "quase", ou treinar com ainda mais firmeza em busca de seus objetivos.

Agora que veremos a capacidade esportiva de Bimba de se recuperar. Exemplos como Lance Armstrong e Goran Ivanisevic estão aí. Um superou o câncer para virar lenda. O outro virou lenda ao vencer, no final da carreira, o torneio que nunca tinha ganho quando estava no auge da sua forma.

Com isso, coloco Ricardo Winicki no mesmo patamar de Daiane dos Santos nestes Jogos e agosto. Atletas em busca de revanche: não contra inimigos, mas contra suas próprias angústias.

Força, Bimba!

Scheidt fora das Olimpíadas. É possível?

Duvido muito, mas possível, é!

O bicampeão olímpico Robert Scheidt está enfrentando dificuldades no fortíssimo Pré-Olímpico brasileiro da classe Star. Ao lado de Bruno Prada, ele ficou apenas em terceiro e quarto nas regatas desta segunda-feira e caiu para a segunda posição da seletiva.

Apenas a primeira dupla se classifica para os Jogos Olímpicos e atualmente a vantagem está com Lars Grael e Marcelo Jordão, que venceram ambas as regatas desta segunda.

Embora o cenário seja mesmo de um pouco de tensão para Scheidt, foram disputadas apenas seis regatas até o momento, de 14 previstas.

Muitos poderiam pensar: "Scheidt é bom na Laser, mas não na Star". Enganam-se. A dupla Robert/Prada foi campeã mundial em 2007. A disputa está difícil devido ao alto nível da competição mesmo.

Ainda acredito em Scheidt e Prada. Robert sempre pautou suas conquistas pela consistência e, ao longo de 14 regatas, é muito difícil batê-lo.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O alto nível da vela brasileira


É de se orgulhar mesmo. Ver em três barcos diferentes Robert Scheidt, Lars Grael e Alan Adler, em uma seletiva nacional para uma única classe olímpica, é um feito e tanto. Três nomes fortíssimos da vela mundial, medalhistas olímpicos e campeões mundiais, brigando por uma vaga em apenas uma classe, a Star.

Tenho certeza de que a seletiva brasileira tem nível de Jogos Olímpicos e isso é um prazer para uma modalidade. Seria quase como o atletismo e a natação nos EUA ou a ginástica na Romênia.

Nessas seletivas, atletas de altíssimo nível ficam de fora dos Jogos. Esportistas que eventualmente poderiam até ser medalhistas nas Olimpíadas, mas são cortados nas seletivas de seus países.

Isso é o que acontece na seletiva da classe Star no Brasil. A vela é um exemplo que deve ser seguido. Um esporte no qual estamos no topo. Uma modalidade cara de se praticar, cara de se pagar, mas que mesmo assim é sucesso por aqui.

Na seletiva, até agora, Scheidt stá em primeiro, ao lado de Bruno Prada.

Canto abre as portas de Pequim para Camilo

A grande polêmica sobre as chances de Flávio Canto tirar a vaga do campeão mundial Tiago Camilo para Pequim parece estar acabando. O carioca foi eliminado ainda na sua primeira luta na Super Copa de Paris neste domingo e parece mesmo não ter chance de competir com Camilo pela vaga.

Canto foi derrotado pelo russo Sirazhudin Magomedov na sua primeira luta e nem sequer teve a chance de disputar a repescagem. O judoca terá apenas mais uma competição na Europa para mostrar alguma coisa que surpreenda os treinadores brasileiros.

Mas o dia não foi ruim apenas para Canto. O Brasil saiu sem medalha alguma da etapa. Luciano Correa e João Gabriel Schlittler, medalhistas no Mundial do Rio, ficaram em sétimo e nono, respectivamente.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Todas as atenções para Canto no domingo

Flávio Canto disputará a categoria até 81kg do judô neste domingo na Super Copa do Mundo de Paris. Todas as atenções estão voltadas para essa luta, pois o judoca disputa com Tiago Camilo uma vaga nas Olimpíadas.

O destaque brasileiro deste sábado (se é que houve) foi Ketelyn Quadros. A atleta, da categoria até 57kg, chegou até as quartas-de-final. Depois ela venceu duas lutas na repescagem e só perdeu o bronze devido a uma derrota para a japonesa Aiko Sato.

O UOL errou em reportagem que afirma ter sido de João Derly o melhor desempenho da equipe brasileira, pois o bicampeão mundial chegou apenas às oitavas-de-final.

Derly cai cedo

O Brasil não vem bem na Super Copa do Mundo de Paris de judô. As categorias mais leves de homens e mulheres já aconteceram e até agora não obtivemos nenhuma semifinal.

O bicampeão mundial João Derly caiu diante do armênia Armen Nazaryan nas oitavas-de-final. Flávio Canto ainda não entrou no tatame.

O caso Joanna


Em uma bela reportagem da minha amiga Marta Teixeira, Joanna Maranhão revelou nesta semana que foi molestada por um técnico quando era apenas uma criança. O fato deve ser verdadeiro, pois vários treinadores do Nordeste comentam sobre ele.

Porém, não vi com bons olhos o anúncio de Joanna. Entendo que isso estava engasgado com ela há muito tempo e uma hora tinha que sair, mas o momento de falar não foi proveitoso. Vou explicar o porquê.

1 - Joanna não vem tendo bons resultados, por isso está longe dos holofotes. Esse "sumiço" poderia ser um trunfo para ela treinar e competir tranquila, visando o índice para as Olimpíadas. Com esse novo fato do abuso, ela voltou a ser foco da mídia. E, junto com o caso, certamente virá a cobrança por resultados como os que ela teve em Atenas-2004.

2 - Em caso de fracasso em conseguir índice para Atenas ou até obtê-lo e não ter sucesso nos Jogos, o abuso sofrido Joanna pode soar como uma desculpa pelos maus resultados. A mídia não perdoa. E as cobranças virão.

3 - Se ela fizesse esse anúncio alguns meses após os Jogos, seria mais proveitoso. Indo bem ou mal em Pequim, a nadadora teria uma oportunidade independente para alertar a comunidade esportiva sobre o perigo dos abusos.

Enfim, todos torcemos por Joanna e sua sonhada vaga na China. E, já que o caso do abuso veio a público, que os olhos do Brasil fiquem atentos e esses episódios tão comuns no esporte.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Blatter quer craques liberados

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que quer ver os times grandes do futebol mundial liberando seus principais atletas para os Jogos Olímpicos de Pequim. Ele está certo.

Não teria cabimento Milan, Real, Barça e outros clubes não liberarem seus craques. A Copa do Mundo pode ser o torneio mais glamouroso do esporte Mundial, mas repito, as Olimpíadas são o evento mais importante do mundo. Está acima do bem e do mal.

Atenção à primeira seletiva do judô


Vai começar neste sábado a primeira seletiva do judô para os Jogos Olímpicos. Estarão na Super Copa do Mundo de Paris 14 atletas brasileiros em busca de vagas. Entre eles, Flávio Canto, que tenta roubar a vaga do campeão Mundial e Pan-Americano Tiago Camilo.

A CBJ escolheu o seguinte critério: quem for melhor nas competições européias de fevereiro e março garantirá vaga em Pequim. Em cada categoria, dois atletas competirão em dois eventos cada um. Em caso de ambos os judocas terem desempenho igual ou parecido, quem tiver pódio no Mundial de 2007 estará dentro.

O Blog já falou e repete: o critério é injusto para Camilo. Um campeão mundial, ainda mais do jeito como foi conquistado o título, não pode ficar de fora das Olimpíadas.

Mas não torcerei contra Canto. Torcerei apenas para Tiago ir muito bem nas suas competições. Assim ele garantirá de vez sua vaga.

Um bicampeão olímpico de 2o plano

O Brasil não tem nenhum tricampeão olímpico. Ou seja, a honraria maior de um atleta no país, atualmente, é ser bicampeão dos Jogos. Seis atletas têm essa honra: Adhemar Ferreira da Silva, Giovane, Maurício, Robert Scheidt, Torben Grael e....???

É incrível como é possível alguém ser bicampeão olímpico e continuar apenas como um coadjuvante no esporte nacional. Esse é o status do velejador Marcelo Ferreira, que foi ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004 na classe Star ao lado de Torben Grael.

O fato de Grael ser, ao lado de Robert Scheidt, o grande expoente da vela nacional, deixa Ferreira como que sendo um "sortudo" na visão do grande público. Muita gente considera que ele têm seus ouros no peito apenas por causa de Grael.

Se essa análise é correta, nunca saberemos. O fato é que Marcelo Ferreira é bicampeão olímpico e merece muito o nosso respeito. Infelizmente, li uma reportagem no UOL , muito boa por sinal, que mostra a falta de interesse de Ferreira em tentar ir aos Jogos de Pequim. Grael já havia anunciado que não iria.

Indo ou não aos Jogos, Marcelo Ferreira deveria ser mais reconhecido por aqui. Mas isso não ocorrerá. Talvez aconteceria apenas se ele eventualmente ganhasse um ouro algum dia sem Torben Grael. Mas eu mesmo acho isso bem difícil.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Moncho bate o pé: "Só vai quem tiver vontade"

Não sei exatamente para quem foi a afirmação, mas o técnico da seleção brasileira de basquete, o espanhol Moncho Monsalve, disse que só disputará o Pré-Olímpico Mundial quem estiver muito a fim de estar na seleção.

O treinador elogiou Nenê e Anderson Varejão, mas ressaltou que nome não garantirá a vaga deles na equipe, caso o primeiro se recupere a tempo de uma cirurgia nos testículos.

Moncho ainda afirmou, em entrevista à TV Globo, que a defesa será a sua principal meta para a equipe nos treinamentos.

Monsalve tem toda a razão. O setor defensivo da seleção brasileira é fraquíssimo, digno de time regional. Uma defesa cheia de buracos consegue estragar o bom ataque que possuímos. No basquete, onde a transição de uma cesta para a outra pode durar menos de 3 segundos, defender-se com eficiência é mesmo mais importante do que em qualquer outra modalidade.

O sonho das Olimpíadas

Para mim, um simples amador, disputar os Jogos Olímpicos sempre foi um sonho. Passei longe. Até joguei bem basquete por clubes quando era pequeno. Mas com 1,79m fiquei baixo demais para o esporte. Talvez Deus foi muito bom comigo nesse aspecto, pois participar da atual geração do basquete brasileiro não tem sido nada honroso. Mas um japonês mostrou por que as Olimpíadas fazem brilhar os olhos de qualquer esportista, amador ou profissional.

O cavaleiro Hiroshi Hoketsu está cogitado para integrar a equipe de hipismo do país nos Jogos de Pequim. Detalhe: ele tem 67 anos! Para se ter uma idéia, esse cara disputou as Olimpíadas de Tóquio-1964. Minha mãe tinha apenas 12 anos de idade na época e o cara já estava dormindo em uma Vila Olímpica. Que honra!

Tantos anos depois e ele continua disputando uma vaga. Pena que não seria o mais velho a disputar os Jogos, pois o atirador sueco Oscar Swahn foi medalhista aos 72 anos, durante os jogos de Antuérpia-1920.

Que disposição!

Gente demais acima dos 23 no futebol

O futebol brasileiro precisa ganhar essa medalha de ouro em Pequim. Primeiro porque nunca ganhamos, segundo porque os argentinos já. E foi recente: Atenas-2004. Para isso, o Brasil conta com uma bela geração de jovens atletas e os jogadores acima de 23 anos.

O problema é que essa disputa pelas três vagas dos "velhinhos" está difícil. Kaká e Robinho já falaram que querem ir. Imagino que para o Dunga seja difícil deixar de fora um dos dois, mas eu já levantei uma bola aqui no blog uma vez e torno a fazê-lo: será que não seria melhor reforçar a zaga com dois jogadores experientes? Eles dariam tranquilidade aos jovens valores do time olímpico.

Convocar Juan e Lúcio pode parecer um absurdo tratando-se de Brasil, mas talvez seja uma opção inteligente. Mas reconheço que isso é quase impossível. Kaká e Robinho possuem lobby suficiente para se garantirem lá. Mesmo tendo desagradado Dunga ao pedir férias durante a Copa América, ninguém seria louco de deixar o melhor do mundo de fora dos Jogos caso ele esteja motivado.

Fato interessante <span style="font-weight:bold;">Blog Olímpico

Desde Atlanta-1996 que temos equipes cheias de craques para disputar os Jogos. Entretanto, nunca deu certo. Agora, deixar a responsabilidade com os mais velhos é uma boa alternativa.

Em 1996 possuíamos Ronaldo em sua melhor fase, e nada. Em 2000, o fenômeno Ronaldinho Gaúcho naufragou. Em 2004, o maior vexame. Deixamos uma oportunidade única escapar ao disputarmos o Pré-Olímpico sem Kaká. Robinho e Diego brincaram de abaixar as calças um do outro durante a foto oficial, brincaram de jogar bola também, e fomos desclassificados no Pré-Olímpico em um jogo patético contra o Paraguai.

Portanto, é interessante levar atletas com larga bagagem internacional e deixar que eles sejam livremente as estrelas do grupo. Nada de valorizar muito Alexandre Pato e os demais. Deixem que o centro das atenções sejam Kakás e Robinhos. Creio bastante nessa fórmula.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Basquete: as chances do Brasil


O basquete brasileiro está vivendo uma fase peculiar. Enquanto a tendência de todos os esportes olímpicos é nivelar o nível feminino com o nível masculino no patamar internacional, a modalidade apresenta uma diferença histórica no nível das duas seleções nacionais.

As mulheres chegarão às Olimpíadas novamente lutando por uma medalha, enquanto os homens novamente correm o risco de ficar de fora dos Jogos.

Antigamente, o basquete masculino brasileiro era presença certa nas principais competições internacionais, muitas vezes brigando pelo pódio, enquanto as mulheres tinham um patamar inferior. Agora, as posições se inverteram.

Mulheres: Prata em Atlanta e bronze em Sydney, as meninas ficaram sem medalha nos Jogos de Atenas, mas chegaram à semifinal, mesmo resultado que obtiveram no último Mundial, disputado no Brasil.

Mesmo sem Janeth, a equipe está em constante renovação e tem novamente chances de medalha em Atenas, mas o time terá muitas dificuldades com as grandes potências mundiais, representadas por Austrália, EUA e os times europeus.
Chances de medalha: 20%
Chances de ouro: 0,05%

Masculino: A geração é boa, ninguém discute. Mas o Brasil agora tenta desesperadamente transformar essa safra em resultados. Nenê já está temporariamente fora em virtude da cirurgia de retirada de um tumor nos testículos. Leandrinho brilha na NBA, mas está difícil jogar bem na seleção. Ele quase sempre recebe uma marcação reforçada, o que não ocorre nos EUA.

A tentativa, na minha opinião válida, foi trazer um treinador de fora para disputa do difícil Pré-Olímpico Mundial, no meio do ano. O espanhol Moncho Monsalve tentará levar o Brasil para os Jogos após 12 anos.
Chances de medalha: 0,000001%
Chances de ouro: Nenhuma

Resultados finais do evento-teste da natação


Foi bom para o Brasil o evento-teste das Olimpíadas no Cubo D'água de Pequim, a não ser pelo resultado ruim de Lucas Salatta nos 200m livre.

O velocista Nicholas dos Santos foi prata nos 100m livre com o tempo de 49s98. Trata-se do seu melhor tempo pessoal e a única vez que ele nadou abaixo dos 50s. Assim, o atleta entra na briga por uma vaga no revezamento 4x100m livre na China.

Nos 50m livre, Nicholas fechou a prova com 22s50, tendo ficado com o bronze. O ouro foi do sueco Stefan Nystrand, com a marca de 22s39. Esperava-se mais do sueco, que quebrou os recordes mundiais dos 50m e 100m livre em piscina curta no final do ano passado. Mesmo assim é bom lembrar que os atletas estão em fase de treinos pesados, o que dificulta grandes marcas.

Flávia Delaroli também teve desempenho satisfatório. Seus 25s44 nos 50m livre ficaram acima da expectativa para esta fase de treinos. Henrique Barbosa fechou os 100m peito com 1min02s36, um tempo bom para esta época. Para as Olimpíadas, precisamos de um peitista para perto da casa de 1min00s.

Para finalizar, podemos analisar o desempenho de Laszlo Cseh, um dos principais adversários de Thiago Pereira nas provas de medley. O húngaro fechou os 200m medley para 2min00s13 e os 400m para 4min14s24. Não foram exibições de gala, até pela época de treinos, mas considero que os 400m foram melhor.

Blog de volta

Olá leitores.

Após quatro dias sem posts, volto com tudo descansado e com mais novidades dos esportes olímpicos.

Abraços

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Pausa de Carnaval

Olá leitores.

Este blogueiro estará no interior de São Paulo durante o Carnaval e não terá acesso à internet. Logo, o blog voltará a ser atualizado na próxima quarta-feira.

Bom Carnaval a todos e saudações olímpicas!

A crise no taekwondo


Uma das modalidades olímpicas que mais evoluiu no Brasil, o taekwondo se vê em meio a um problema comum em um esporte que está em crescimento. O campeão pan-americano Diogo Silva disse que não receberá mais salários da Confederação Brasileira de Taekwondo apenas porque ficou fora das Olimpíadas de Pequim.

Para quem não se lembra, Diogo é aquele lutador com cabelo estiloso que conquistou o primeiro ouro do Brasil no Pan Rio 2007.

Em entrevista ao UOL Esporte, ele disse que pode entrar na Justiça para receber o salário. Segundo a confederação, o próprio Comitê Olímpico Brasileiro pagará R$ 1.500 a cada titular do taekwondo nos Jogos da China.

Eu não acho que Diogo esteja errado em reclamar. Um campeão pan-americano precisa ser profissional. E um profissional se caracteriza por receber um salário, seja construindo um prédio ou lutando taekwondo.

Diogo assumiu que não obteve a classificação porque treinou pouco após a vitória no Pan. Mesmo assim, na minha opinião, todas as confederações nacionais deveriam pagar os membros das seleções nacionais segundo critérios estabelecidos pelo COB, e não pelas confederações.

Essa polêmica é apenas uma de várias existentes no meio do taekwondo. Há inclusive alguns problemas de relacionamento na própria seleção.

Estão classificados para Pequim na modalidade os lutadores Natália Falavigna, Débora Nunes e Marcio Wenceslau.