O velocista norte-americano Justin Gatlin, suspenso por doping, pediu a redução da sua pena de quatro anos em recurso na corte Arbitral do Esporte. Campeão olímpico dos 100m rasos em Atenas, ele quer tentar o bi em Pequim.
Gatlin foi suspenso pela segunda vez e corre o risco de ser banido do esporte. Ele pede o perdão de uma punição que recebeu quando era júnior.
Óbvio que, pelo bom senso, esse pedido deve ser rejeitado. Gatlin jogou sujo por duas vezes e não merece mais usar o nome do esporte para brilhar injustamente.
Tenho reparado um fenômeno interessante e trágico nas provas de velocidade ultimamente, principalmente nos EUA: os atletas aparecem e desaparecem muito rapidamente. Tim Montgomery, ex-recordista mundial dos 100m rasos com 9s78 e também pego no antidoping, é um dos que brilhou intensamente, mas por pouco tempo. Gatlin reinou apenas um ano e meio, até ser pego.
Antigamente, era diferente. Quantos anos Carl Lewis ficou no topo? E Donovan Bailey? Frank Fredericks, Linford Christie, Dennis Mitchell e o próprio Maurice Greene foram exemplos de atletas que ficaram pelo menos cinco ou seis anos em evidência.
Me cheira estranha essa brevidade. Não vou me arriscar a falar apenas em doping, pois não sei se os outros citados estavam realmente limpos, mas algo nos dias de hoje faz os velocistas durarem muito pouco. E pode ser a droga que usam.

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