O mesa-tenista Hugo Hoyama iniciou nesta semana a fase final de recuperação de uma contusão no ombro visando as Olimpíadas de Pequim. Ele quer estar bem para a seletiva de abril na República Dominicana. Nesse Pré-Olímpico o Brasil tentará as vagas para os Jogos.
Lembro de tê-lo entrevistado durante um evento no Hospital do Coração, em São Paulo, no final de 2004, logo depois das Olimpíadas de Atenas. Na época, ele me disse claramente que precisava melhorar seu físico para competir em alto nível e parece que não vem conseguindo muito sucesso nessa empreitada.
Há cerca de um ano cruzei com Hoyama no Parque do Ibirapuera, durante um cooper que nós dois praticávamos em direções opostas. Não o incomodei, até porque ele jamais lembraria de mim. Mas aquela corrida cansada demonstrava que ele está tentando fazer o corpo dele acompanhar os objetivos da mente.
Brasil
Mesmo que consiga colocar os atletas nas Olimpíadas, é fato que o tênis de mesa do Brasil precisa melhorar. Atualmente nosso mesa-tenista melhor ranqueado no mundo é Thiago Monteiro, na 83ª posição. Hugo Hoyama está em 125º e Gustavo Tsuboi em 166º. Entre as mulheres, Lígia Santos Silva é apenas a 264ª.
As medalhas brasileiras no Pan não podem jamais servir de parâmetro para nos localizar no cenário mundial. Estamos muito aquém dos melhores do mundo em um esporte que é popular no Brasil. Muitas pessoas jogam tênis de mesa por aqui e o acesso a mesas e raquetes não é difícil. Segundo estudos esportivos, o número de praticantes influencia diretamente no nível de certa modalidade em um país, utilizando o preceito "da quantidade sai a qualidade".
É o que acontece com o nosso futebol. Entre outros aspectos importantes, temos o melhor time do mundo porque no Brasil toda criança bate uma bolinha. Temos um bom vôlei porque nas escolas muitos jovens o praticam nas aulas de Educação Física. Vamos bem na vela pois temos muitos quilômetros de oceano. No tênis de mesa essa quantidade não está se refletindo em qualidade. E isso é preocupante.
A desculpa de que é um esporte tipicamente oriental não cola. Caso contrário, não teríamos atualmente três campeões mundiais de judô.
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