segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

As chances de Rio-2016

Sou um crítico daqueles que acham dinheiro jogado fora a tentativa de organizar um evento mundial como Copa do Mundo e as Olimpíadas. Acredito que o retorno cultural, estrutural e financeiro paga qualquer esforço feito. Não sou daqueles que diz: "Tanta coisa pra fazer no Brasil e vai ficar gastando grana com Copa e Olimpíadas".

Acredito que as pessoas que fazem esses comentários tenham uma visão muito limitada de desenvolvimento e do que significa sediar os Jogos Olímpicos.

Por isso apóio a iniciativa do Rio de Janeiro em tentar, mais uma vez, ser palco dos Jogos. E acho que o Rio tem concorrentes menos fortes do que das últimas vezes (2004 e 2012).

Vamos começar pela cidade mais desconhecida: Baku, no Azerbaijão. O país não tem qualquer tradição esportiva e a cidade não tem um apelo comercial internacional forte. Sem chances.

Depois temos as européias Madri e Praga. Creio que a capital espanhola tenha uma ótima condição estrutural e financeira para ser a sede, mas, se uma cidade do Velho Continente for escolhida, seria a terceira vez em quatro edições que os Jogos seriam disputados lá (Atenas-2004, Pequim-2008, Londres-2012, Madri/Praga-2016). Apesar de não haver mais rodízio de continentes, seria uma sequência muito grande em uma só região do globo e isso pode pesar na decisão dos comissários do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Agora, as perigosas. Tóquio tem todo o poderio financeiro do Japão para vencer. O ponto negativo seria o preço de ítens como alimentos no Japão. É um país muito caro para se viver e ainda mais dispendioso para os turistas.

Chicago é perigosa porque fica nos EUA e porque o país não sedia Olimpíadas desde Atlanta-1996. Doha, no Catar, não tem tradição, mas esses dólares árabes são capazes de fazer muita coisa mudar.

Enfim, torcerei para o Rio como nunca. Não vejo como sediar um evento tão importante possa ser ruim para um país ou cidade.

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