Me coloquei no lugar de Fabíola Molina neste domingo. Imaginei se eu tivesse ido para as Olimpíadas de Sydney e depois não ter obtido índice para ir a Atenas. O que eu faria após 2004? Acho que não iria mais querer saber de me matar todo dia treinando em uma piscina.
Essa é a tendência de alguém que já está com uma certa idade e não atingiu um objetivo importante como ir aos últimos jogos Olímpicos. Muitos atletas seguiram esse caminho natural. Apenas os grandes conseguem trilhar outra estrada. E Fabíola mostrou ser grande.
Ela obteve o índice olímpico na noite de sábado com incríveis 1min01s40 nos 100m costas, uma marca expressiva e uma melhora incontestável da veterana atleta.
Para que os leitores tenham uma idéia, o recorde sul-americano era de 1min02s99 até pouco tempo atrás. Ela foi melhorando aos poucos até que, na abertura do revezamento 4x100m medley no Pan, marcou 1min01s98.
Muita gente, inclusive eu, achava que ali era quase um limite para ela. Mas ela mostrou que não. Fez 1min01s75 no Troféu Open de dezembro, no Pinheiros. Eu estava presente na arquibancada e lamentei muito aquele quase índice olímpico. Foram cinco centésimos doloridos.
Mas para acabar com qualquer dúvida, ela detonou o índice no sábado e mostrou que está muito bem. Lembrando que a piscina do Pinheiros é uma porcaria para marcar bons tempos. Se fosse no Júlio Delamare ou no Maria Lenk, poderia chegar perto da casa de 1min00s.
Fantástica!

Nenhum comentário:
Postar um comentário