quinta-feira, 6 de março de 2008

O caso Ricardinho

Uma lesão que deixará o levantador Ricardinho fora de ação por 3 meses me fez refletir sobre a briga dele com o técnico da seleção masculina de vôlei, Bernardinho.

Sempre acreditei um pouco mais no Bernardinho nessa história. Todos sabem que Ricardinho tem personalidade forte e pode mesmo ter cometido atos de indisciplina que justificaram punição tão severa.

Bernardo esperava que seu levantador se retratasse publicamente com medo de ficar fora de Pequim-2008. Achou que o receio de não lutar pelo bi olímpico faria o atleta rever sua posição. Cada vez mais parece que Bernardinho apostou errado.

Ambos parecem estar levando a briga de egos ao ponto máximo. Acho que os dois pensaram em certo momento que o rival se renderia e o chamaria para uma conversa de reconciliação. Eles acharam que em um ponto alguém teria de ceder. Mas nenhum dos dois lados parecer querer ceder.

A partir disso, começo a julgar negativamente algumas atitudes de Bernardinho. Ele é o chefe e a convocação para uma conversa deve partir dele. Você abrir mão do ego e chamar o desafeto para uma conversa não significa que você aceitou a posição dele. Me parece que ambos acham que tomando essa iniciativa, fica automaticamente implícito que o convocante assumiu a culpa.

Errado!

Uma pessoa pode muito bem fazer isso e continuar defendendo sua posição. E ela faria apenas se estivesse em jogo algo maior. E dessa vez está: o nome do Brasil.

Uma atitude como essa seria nobre. No meu ver, qualquer um dos dois que chamasse o outro para uma conversa mostraria que, embora tenha fortes motivos para rejeitar aquele papo, está fazendo-o em nome de algo mais forte do que seu ego: o olimpismo brasileiro.

Assim sendo, creio que já passamos da hora de resolver esse assunto. A contusão de Ricardinho é um bom momento para ter essa conversa. Quem será o mais nobre?

Está dada a largada!

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