
O fato político mais importante deste ano até então também trás implicações no cenário esportivo mundial. A renúncia de Fidel Castro à presidência de Cuba coloca um ponto de interrogação sobre o que será dessa potência olímpica daqui pra frente.
Profundo incentivador dos esportes, principalmente os olímpicos, Fidel Castro entendeu que o desempenho dos atletas poderia ser uma boa propaganda positiva mundial do regime socialista na ilha caribenha. Ele investiu pesado nas modalidades e ajudou a produzir lendas como Javier Sotomayor e Mireya Luis.
De fato Cuba se tornou uma potência olímpica. Mas, junto com as conquistas, veio também a deserção de muitos atletas que, quando viajavam para um país estrangeiro, se evadiam da delegação para tentar a sorte em um lugar onde poderiam ganhar mais dinheiro e terem um pouco mais de liberdade.
O regime cubano continua causando controvérsias. Seus defensores são ferrenhos. Seus críticos não poupam palavras. Mas onde fica o esporte nisso tudo?
Acho difícil uma base bem-montada em um país passar a ser mal-aproveitada apenas devido a uma troca de governante. Mas, como o passar de alguns anos, se os novos governantes negligenciarem o esporte, podemos ver sim Cuba cair e muito nos quadros de medalhas dos principais eventos esportivos.
Aos amantes do esporte, resta torcer para que essa ilha continue produzindo seus fenômenos das pistas, tatames e ringues.

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