Desde a implementação da Lei Agnelo/Piva, muitas modalidades brasileiras mostraram evolução devido ao dinheiro injetado pelo projeto. Novas estruturas, oportunidades de competir no exterior e incentivos alavancaram esportes a patamares nunca vistos antes no Brasil.
Um exemplo bem claro é a ginástica artística. Com uma ótima estrutura no Paraná, um técnico gringo que sabe das coisas e a chance de competir no exterior desde novos, os ginastas brasileiros alcançaram resultados impressionantes, como títulos mundiais e até uma medalha no Individual Geral em Mundial.
Mas há uma modalidade que ainda nos deixa na dúvida sobre essa evolução pós-Agnelo/Piva. Os saltos ornamentais conquistaram bons resultados internacionais nos últimos anos. Mas o esporte ficou nisso: bom, não excepcional como a ginástica.
Quando Juliana Veloso e Cassius Duran começaram a aparecer em 1999, esperava-se uma evolução constante. Até nos alegramos com a final olímpica de César Castro em Atenas-2004, mas isso é muito pouco para avaliarmos um trabalho como excepcional.
Atualmente, apenas César está classificado para Pequim-2008. E o pior: os demais atletas estão suando para conseguir uma vaga apenas na repescagem da Super Copa do Mundo na China. Ou seja, podemos até caracterizar isso como involução.
Sei que há a eterna (e coerente) reclamação de que os recursos da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) são engolidos pela natação em detrimento dos saltos, do pólo aquático e do nado sincronizado. Mesmo assim, há de se ter olhos críticos quanto ao desempenho dos saltos brasileiros.
Este ano é o ano para provar que não foi uma esteira passageira e sim uma base contínua. Se os resultados não vierem, teremos maus prognósticos para o futuro da modalidade.

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