
Uma das modalidades olímpicas que mais evoluiu no Brasil, o taekwondo se vê em meio a um problema comum em um esporte que está em crescimento. O campeão pan-americano Diogo Silva disse que não receberá mais salários da Confederação Brasileira de Taekwondo apenas porque ficou fora das Olimpíadas de Pequim.
Para quem não se lembra, Diogo é aquele lutador com cabelo estiloso que conquistou o primeiro ouro do Brasil no Pan Rio 2007.
Em entrevista ao UOL Esporte, ele disse que pode entrar na Justiça para receber o salário. Segundo a confederação, o próprio Comitê Olímpico Brasileiro pagará R$ 1.500 a cada titular do taekwondo nos Jogos da China.
Eu não acho que Diogo esteja errado em reclamar. Um campeão pan-americano precisa ser profissional. E um profissional se caracteriza por receber um salário, seja construindo um prédio ou lutando taekwondo.
Diogo assumiu que não obteve a classificação porque treinou pouco após a vitória no Pan. Mesmo assim, na minha opinião, todas as confederações nacionais deveriam pagar os membros das seleções nacionais segundo critérios estabelecidos pelo COB, e não pelas confederações.
Essa polêmica é apenas uma de várias existentes no meio do taekwondo. Há inclusive alguns problemas de relacionamento na própria seleção.
Estão classificados para Pequim na modalidade os lutadores Natália Falavigna, Débora Nunes e Marcio Wenceslau.

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