terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Há limites para os recordes?

Uma reportagem publicada na revista Veja nesta semana suscitou um tema interessante. Quais são os limites do corpo humano? Os recordes uma hora vão parar de ser batidos?

Já vi muita gente falando que sim e muita gente falando que não. Para mim, há sim limites para os recordes. É um raciocínio matemático, e a matemática é uma ciência perfeita e exata.

Meu raciocínio é simples: nunca nenhum homem correrá os 100m rasos em 5 segundos ou nadará os 100m livre em 30 segundos, nem lançará o dardo a 1km de distância. Essas são afirmações que podemos assumir como verdadeiras. Daí já temos uma certeza: há limites para recordes.

O perigo é estabelecer quais serão esses recordes definitivos. Os especialistas ouvidos pela revista disseram que ninguém jamais correrá os 100m rasos abaixo de 9s67. Acho um raciocínio equivocado. Acredito que seja bem possível correrem mais rápido do que isso dentro de 20 anos talvez.

É temerário estabelecer esses limites, mas um dia eles serão alcançados. Uma alternativa para esse impasse seria talvez levar os milésimos de segundo e os milímetros para as contagens. Assim teríamos mais pano na manga para acreditarmos em recordes.

É interessante observar que algumas modalidades estão mais perto dos seus limites do que outras. O atletismo vive uma estiagem de recordes mundiais. Tirando Isinbayeva e Powell, poucos têm conseguido essas marcas ultimamente.

Já a natação não pára de melhorar. Há pouquísssimos recordes antigos e apenas neste fim de semana vimos três recordes mundiais caírem.

De qualquer forma, os limites ainda estão longe de serem atingidos. Enquanto isso, curtimos a grande possibilidade de assistirmos a esses fatos históricos corriqueiramente.

Nenhum comentário: