quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Acordo de gentlemen e vaga em Pequim


Após algumas colisões e protestos, Robert Scheidt e Lars Grael resolveram fazer um acordo para que a seletiva olímpica brasileira da classe Star não acabasse na sala de reuniões. Ambos os atletas decidiram não protestar mais durante as disputas.

Achei o acordo estranho, já que o protesto é algo previsto na regra da modalidade. Só é preciso de bom senso para fazê-lo.

De qualquer forma, Scheidt e Bruno Prada estavam na frente na hora que decidiu não protestar contra o barco de Lars Grael e Marcelo Jordão. Nesta quinta-feira, a dupla do bicampeão olímpico apenas marcou os rivais e garantiu a vaga nos Jogos da China.

Vejo a vela como um esporte mais previsível do que muitos outros. É bem mais difícil ver Scheidt perder um campeonato do que ver o melhor time do Campeonato Brasileiro sofrer uma derrota.

Diante disso, acho que Scheidt e Prada têm boas chances em Pequim. É bom lembrar também que eles são campeões mundiais da classe.

Quanto ao acordo contra os protestos, fico com ainda mais a impressão que já tinha anteriormente. A classificação olímpica não era tão importante para Lars quanto era para Scheidt. Acredito que ele jamais abriria mão se achasse que realmente teria direito a tirar pontos do rival no Pré-Olímpico. Lars, sim, foi um cavalheiro, que trabalhou em prol da vela brasileira.

Com a classificação de Scheidt, acaba de vez uma dúvida que surgiu lá em 2004, quando o bicampeão anunciou que mudaria para a classe Star, deixando a Laser. Tivemos uma polêmica de três anos sobre se teríamos Scheidt ou Torben Grael nas Olimpíadas. Quando Torben desistiu, faltava só vencer mesmo a seletiva. E ele conseguiu.

Agora, vamos para o tri olímpico com Scheidt!

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